domingo, 4 de dezembro de 2016

146ª PLENA avalia conjuntura e reafirma importância da mobilização


Avaliação coletiva da conjuntura nacional foi o destaque nos debates da 146ª PLENA na quarta-feira, 30. A atividade foi realizada no Hotel Nacional em Brasília-DF nos dias 30/11 e 1/12. Este foi o primeiro fórum da Greve 2016, a plenária teve a participação de 33 Seções Sindicais do SINASEFE, representadas por 52 delegados e 27 observadores.

Conjuntura
A mesa de conjuntura da Plenária Nacional teve a participação de integrantes do movimento estudantil, popular e sindical. Gustavo Serafim da Ocupação da UnB e Luiz Paulo da Fenet, representaram os estudantes. Victor Guimarães falou pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Pelas centrais sindicais, Antônio Carlos Victorio (Jacaré) representou a Intersindical e David Lobão a CSP-Conlutas. Julio Mangini fez a intervenção pelo Comando Nacional de Greve do SINASEFE (CNG). 
Gustavo problematizou o afastamento do movimento sindical das lutas de rua e necessidade de estratégias radicalizadas diante da votação da PEC nesta terça-feira (29/11). Luiz Paulo saudou a mobilização dos estudantes em toda a Rede Federal e a combatividade dos lutadores diante da repressão da PMDF. 
Para Victor Guimarães, do MTST, dois desafios estão colocados como urgentes: organizar os diversos setores da esquerda e fazer com que as pessoas que questionam Temer sintam-se representadas pelo movimento dos trabalhadores. “A esquerda não pode mais ficar fora do jogo, que hoje está dominado pela direita representada por Moro, Bolsonaro e companhia”, lembrou Victor.
O representante da Intersindical, conhecido como Jacaré, chamou atenção para os exemplos da barbárie do capital dos últimos meses e importância de “perder as ilusões no Estado e na democracia burguesa”. “Ainda estamos longe de ter forças para assustar os senadores e o estado como gostaríamos”, destacou o militante.
Lembrando os esforços da CSP-Conlutas para a construção da Greve Geral e pela derrubada da PEC55, David Lobão reafirmou a importância da unidade. “O cenário é difícil, mas não devemos entender a perda de uma batalha como a derrota de uma guerra”, afirmou Lobão.
Finalizando as apresentações da mesa, Julio Mangini, do CNG, afirmou que o movimento de construção da greve em 2016 se deu pelas pelas bases “A mobilização dos estudantes foi fundamental para alavancar o movimento paredista na Rede Federal”, lembrou Mangini.

Informe Jurídico
Os debates da quinta-feira, 01, iniciaram com o informe da Assessoria Jurídica Nacional do SINASEFE. O advogado Valmir Andrade explicou que a AJN está atenta aos possíveis cortes de ponto e entende que a negociação política com os gestores deve ser a prioridade, já que a greve é um movimento político. "Em casos específicos onde não exista possibilidade de negociação com gestores, a AJN vai disponibilizar mandato para entrada na justiça local, não prejudicando assim quem conseguir segurar o corte", explicou Valmir.

Calendário
A PLENA indicou a realização de atos nos estados na votação em segundo turno da PEC 55. Ainda assim, o SINASEFE vai participar da construção coletiva do enfrentamento à aprovação da proposta junto às outras entidades. Existe possibilidade da votação acontecer a partir do dia 07/12, com prazo de 13/12 de teto.

Reunião com entidades da educação
A repressão policial enfrentada pelos lutadores na manifestação de 29/11 foi pautada na reunião com as entidades que organizaram a marcha. Propostas de elaboração de uma carta dos movimentos e entidades envolvidos, a organização de uma plenária contra a repressão e conversa com o governador do DF foram discutidas inicialmente neste espaço. O SINASEFE participou da reunião com membros do CNG e da Direção Nacional.

Reunião com CONIF
Integrantes da DN que participaram da reunião com o CONIF nesta quinta (01/12) apresentaram breve informe na Plenária. Durante o encontro o SINASEFE tratou das ameaças de corte de ponto e o colegiado de reitores sinalizou apoio às reivindicações do movimento paredista. No entanto, foi colocada pelos dirigentes da Rede a possibilidade de emissão, por parte da AGU de um parecer de força executória. Este documento obrigaria os gestores a cortar o ponto, a partir daí foi colocada a impossibilidade de não cumprir a determinação. Em breve será publicado relato completo da reunião.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Dia Nacional de Luta tem vigília contra a PEC 55 em Pelotas


A sexta-feira, 29, foi marcada por manifestações, em todo o país, contra a aprovação da PEC 55 no Senado. Movimentos sociais e sindicais estiveram unidos, novamente, para protestar contra os ataques do governo de Michel Temer, que avançam com o apoio do legislativo. Em Pelotas, a Frente Pelotense em Defesa dos Serviços Públicos, das Conquistas Sociais e Trabalhistas organizou uma grande vigília para acompanhar ao primeiro turno de votação da PEC 55 no Senado. A atividade foi realizada no Largo do Mercado Público e contou com o apoio e presença da população pelotense. 

Antes do iniciou da transmissão da votação no senado, os manifestantes conversaram com a população e distribuíram materiais informativos sobre as consequências da aprovação da PEC. Com o avançar da tarde, a atenção se dividia entre a indignação com os políticos brasileiros e as notícias sobre os protestos em Brasília, onde os manifestantes novamente foram tratados com violenta e covarde repressão pela polícia. A senadora Ana Amelia Lemos, que votou a favor da PEC 55, mostrou-se incomodada com as manifestações e ignorou os relatos sobre a violência policial.

No início da noite, os servidores acenderam velas e formaram mensagens pedindo democracia e a não aprovação de projetos que atacam a população e os trabalhadores brasileiros.




Brasília: O Sinasefe-IFSul participou, também, da Caravana Nacional contra a PEC 55, realizada em Brasília. O Sindicato enviou um ônibus com estudantes e uma delegação de servidores, que participaram da intensa agenda de mobilização na capital federal. Os protestos ocorreram com bastante truculência e foram duramente reprimidos pela polícia. Muitas pessoas foram feridas pela polícia, embora o protesto fosse pacífico, consistindo apenas em uma caminhada com bandeiras e faixas. Nenhum membro da delegação do IFSul foi ferido.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Dia Nacional de Luta pelo Fim da Violência Contra a Mulher termina com ato no INSS



O Dia Nacional de Lutas, Greves, Paralisações e Protestos, convocado pelas centrais sindicais, lotou as ruas das principais cidades do país, nesta sexta-feira, 25. Em Pelotas, a mobilização teve como pauta central a luta das mulheres contra a retirada de direitos e o fim da violência contra a mulher. A atividade foi organizada pela Frente Pelotense em Defesa dos Serviços Públicos, das Conquistas Sociais e Trabalhistas.

A concentração para o ato iniciou às 8h, no Largo do Mercado Público de Pelotas. Por volta das 10h30, os manifestantes saíram em marcha com faixas, cartazes e entoando canções de luta. A caminhada foi encerrada no prédio do INSS, onde foi realizada uma breve ocupação do prédio, com o objetivo de dialogar com os trabalhadores e população que aguardava atendimento.

No interior do prédio, foram feitas algumas falas explicando os motivos da mobilização e esclarecendo que o objetivo do ato não era prejudicar o atendimento no local. Representantes do Movimento Estudantil e do Levante Popular da Juventude puxaram canções de luta em defesa dos direitos das mulheres e contra os ataques do governo. A ocupação durou poucos minutos, tendo que ser encerrada em função das ameaças da polícia, que bloqueou o acesso ao prédio.

Após a desocupação, os manifestantes mantiveram-se reunidos em frente ao prédio. Foram realizadas, então, falas das representantes dos movimentos sociais e sindicais que organizaram a atividade. A escolha do INSS para a realização do ato se deu em função dos ataques que estão sendo articulados contra a previdência social, que atingirão principalmente as mulheres.

Truculência Policial: Após a ocupação do prédio do INSS, policiais militares chegaram ao local e ordenaram o bloqueio das portas, sob a orientação de representante do local. Manifestantes e jornalistas foram impedidos de deixar o local e a polícia informou que só liberaria o acesso após o encerramento do ato. Após muita negociação, os manifestantes decidiram encerrar a ocupação, para que a polícia liberasse o funcionamento do prédio. Durante este período, até mesmo pessoas que tentavam entrar no prédio para atendimento foram barradas pela polícia. 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Assembleia Geral do Sinasefe-IFSul aprova mobilização em Pelotas e participação na Caravana Nacional de 29/11


A Assembleia Geral do Sinasefe-IFSul realizada nesta segunda-feira, 21, aprovou uma série de atividades que visam intensificar a mobilização da categoria, nesta reta final de luta contra a aprovação da PEC 55. Foi aprovada a participação do Sindicato no Dia Nacional de Greve, Paralisações e Mobilização, no próximo dia 25/11, em Pelotas. O Dia de Luta está sendo construído em parceria com entidades sindicais e movimentos sociais locais. Além disso, foi aprovado o envio de um ônibus do Sinasefe-IFSul para a Caravana Nacional Contra a PEC 55, que será realizada no dia 29/11, em Brasília.

A plenária realizou uma avaliação do movimento paredista, que completou 21 dias. No âmbito local, foram feitas avaliações as mobilizações promovidas pelo Comando de Greve em Pelotas e nas cidades que compõe a base do Sindicato. Foram discutidas, também, as estratégias de mobilização coletivas, que estão sendo construídas em parceria com entidades sindicais e organizações sociais locais. A avaliação foi de que ainda é necessário intensificar a mobilização da base, pois somente através de uma participação em peso dos sindicalizados, será possível dar visibilidade ao movimento e, consequentemente, torná-lo mais efetivo.

Em relação ao diálogo com a população, foi avaliado que este ainda é incipiente, mas que as camadas mais populares da sociedade têm sido as mais receptivas e interessadas em se apropriar do movimento e da conjuntura atual. Ou seja, a população  começa a perceber que as reformas do governo têm um único alvo, o trabalhador e todos aqueles que precisam de alguma forma do estado para garantir a sua subsistência. Seja através da saúde, educação ou assistência social.

Sobre o Movimento Nacional de Greve, foi bastante discutida a necessidade de união e organização das entidades nacionais. Além disso, foi considerado urgente o enfrentamento da situação no campo político, buscando, nesta reta final, reverter voto a voto dos senadores, pois somente assim será possível barrar o avanço da PEC 55. Foram discutidas propostas como: promover campanhas nas redes sociais, com o objetivo de chamar a atenção dos senadores para a rejeição da população à PEC e intensificar as mobilizações em Brasília, levando o máximo de pessoas.

Encaminhamentos: 
A Plenária aprovou a participação do Sinasefe-IFSul nas atividades do dia 25 de novembro em Pelotas, que está sendo organizado pelas entidades locais. A concentração para o Dia de Luta será às 8h, em frente ao Campus Pelotas. Os servidores do IFSul irão em caminhada até o largo do Mercado Público, onde participarão de uma caminhada contra a retirada de direitos, marcada para às 9h. 
Foi aprovado o nome do servidor Bruno Nascimento, do campus Jaguarão, como delegado de base para a 146º Plenária Nacional, que ocorrerá nos dias 30/11 e 1/12, em Brasília. Em função da necessidade de intensificar a mobilização, especialmente a participação em atos nacionais, foi aprovado pela assembleia uma chamada adicional de 1%, que será paga em fevereiro de 2017.

Caravana  #OcupaBrasília: 
Além disso, foi aprovado o envio de um ônibus do Sinasefe-IFSul para a Caravana Nacional #OcupaBrasília Contra a PEC 55, de 29 de novembro, mesma data da votação da proposta no Senado. Os sindicalizados interessado em participar da Caravana realizaram a inscrição junto a secretaria do Sindicato. O Sinasefe reforça que aqueles que confirmaram presença e não comparecerem deverão ressarcir o Sindicato.

Almoço dos Aposentados do Sinasefe-IFSu




segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Veja a agenda de mobilização da Greve 2016





Festa de Final de Ano do Sinasefe-IFSul


Natal Solidário Sinasefe-IFSul: A partir desta terça-feira, 22, o Sinasefe-IFSul estará recolhendo doações de brinquedos para serem doadas a instituições de caridade da cidade, no período de natal. A coleta será encerrada no dia 10/12, na Festa de Final de Ano do Sinasefe, até lá, as doações poderão ser entregues na secretaria do Sindicato, rua XV de novembro nº 242, diariamente das 8h30 às 12h e das 14h às 18h.

Festa 2016: O Sinasefe-IFSul informa a seus sindicalizados que, em função de uma série de compromissos firmados e de pagamentos previamente realizados, não será possível transferir a data da Festa de Final de Ano 2016. Entendemos que o momento é de mobilização e de tensionamento com o governo, espacialmente contra o avanço de projetos que atacam a classe trabalhadora, mas consideramos também importantes os momentos de confraternização e de união dos servidores.


domingo, 20 de novembro de 2016

O sentido histórico e atual do 20 de novembro



O 20 de novembro é celebrado como "Dia Nacional da Consciência Negra" em comemoração à heróica luta do Quilombo de Palmares e de sua principal liderança Zumbi, morto e degolado aos 49 anos de idade.
Esta data foi instituída pelo Movimento Negro em 1971, a partir do grupo cultural Palmares no Rio Grande do Sul em protesto à falsa abolição do 13 de maio, bem como para destacar o Quilombo de Palmares e Zumbi como herói negro. Com base nesse propósito é que em 1978 o Movimento Negro Unificado (MNU) adota e divulga o 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra, data que foi oficializada no calendário nacional apenas em 2003 com a promulgação da Lei 10.639.
Palmares é considerado como símbolo maior de resistência no período de escravismo colonial, bem como a principal forma de organização social na América. A experiência desse quilombo por mais de um século de existência e que atingiu mais de 20 mil habitantes, reforçam a importância desse Estado independente. Em contraste com a sociedade escravista-patriarcal-monocultural, voltada para a produção dos interesses da metrópole, Palmares experimentou uma verdadeira vida de coletivismo com base na poliandria, policultura, trabalho livre e com produção voltada para a própria subsistência de seus habitantes, baseado também na troca. Em Palmares negros, indígenas e brancos pobres conviveram de fato com uma democracia racial.
As mulheres tiveram papel destacado, a exemplo de Aqualtune, Sabina e Dandara. Esta última dominava táticas de guerra, tendo participado de forma intensa em todos os ataques e na defesa de Palmares. Ao lado de Zumbi, se posicionou contrária ao tratado de paz de Ganga Zumba com o governo português, venceu várias batalhas até ser assassinada, no dia 6 de fevereiro de 1694, quase dois anos antes da morte de Zumbi.
Portanto, o sentido político de construção da memória negra, além de possibilitar visualizar as lutas e resistência negra no país, reflete a persistência do racismo e as formas atuais de enfrentamento.

126 anos de abolição
Os negros e negras no Brasil são o setor mais explorado e oprimido da classe trabalhadora. Estamos concentrados no trabalho doméstico, trabalhos precarizados e terceirizados. Enfrentamos a face mais cruel do capitalismo que é o genocídio da juventude e o feminicídio das mulheres negras. As estatísticas oficiais comprovam que dos assassinatos praticados 77% são de jovens negros, perfazendo um total de 56 mil vítimas por ano. Este fato torna o Brasil campeão de assassinato de jovens negros.
O último mapa da violência contra mulheres divulgado em 2016 revela que em dez anos houve um aumento de 54% de assassinatos de mulheres negras, enquanto entre as não negras houve uma diminuição em 9,8%. Isso revela o racismo que extermina e violenta nosso povo.
Em tempos de crise econômica somos os primeiros a sermos demitidos. Não é difícil de visualizar que dos 12 milhões de desempregados a maioria é negra, que ainda enfrenta o alto custo de vida.

Estamos vivendo à nossa própria sorte
Políticas públicas para a população negra é uma necessidade básica, porém historicamente isso não nunca foi prioridade para os governos, a lógica sobretudo nos últimos governos é desviar sumariamente mais de 45% do orçamento público para pagamento de dívida a bancos, enquanto que investimentos na educação e na saúde, juntos, não chegam a 9%. Há acusação por esses governos de que os setores sociais são causa de descontrole social e aumento da dívida, o que não é verdade.
O ilegítimo governo Temer, por exemplo tem estabelecido uma série de medidas que retiram direitos, atingem a aposentadoria, congelam salários, promovem ainda mais cortes na área social e incentivam a doutrinação no ensino através de reformas. A PEC 241/2016, em tramitação no Senado como PEC 55/2016, prevê o congelamento de qualquer investimento nas políticas sociais por 20 anos e, mais uma vez, negros e negras serão os mais prejudicados.
A reforma da previdência anunciada por Temer tem um único objetivo liquidar a Previdência Social Pública e ampliar o setor privado. Para isto propõe aumentar a idade mínima de aposentadoria de homens e mulheres para 65 anos e fazer com que tenham de contribuir pelo menos com 25 anos de trabalho para terem direito a se aposentar. O direito ao beneficio integral deverá somar 45 ou 50 anos de contribuição, por meio de carteira assinada ou contribuição individual. Os benefícios ainda poderão ser pagos em valores abaixo do salário mínimo.
A aposentadoria sempre incomodou os governos do PSDB, PT e PMDB. FHC por exemplo chamou os aposentados de vagabundos. Dilma introduziu o critério de aumento da idade, aliando tempo de contribuição e idade mínima para se aposentar (progressiva fórmula 85-95 com transição 90-100). Com Temer a idéia é unificar os regimes de aposentadoria sem critérios.
Nessa lógica as mulheres, por terem as mesmas condições de acesso ao mercado que homens, terão o mesmo critério para se aposentar, isso vale também para os trabalhadores rurais que serão nivelados aos da cidade. Não se leva em conta as diferenças salariais, jornadas e condições de trabalho desiguais. Sem falar no agravamento das condições de atendimento dos hospitais e postos de saúde.
Enquanto isso os sonegadores de impostos, saqueadores dos cofres públicos, políticos, empresários, banqueiros e latifundiários, engordam suas economias e querem que os trabalhadores abram mão de seus direitos a custa do sacrifício da população negra e pobre deste país.
Contra essas ataques fortes iniciativas de lutas estão ocorrendo em várias partes do Brasil. São mulheres negras que tem enfrentado a violência policial nas periferias, jovens e LGBTs ocupando escolas em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade etc.

Aquilombar para Reparar
Assim como o racismo é parte da história do lugar que é o capitalismo delegou aos negros, a sua condição social e de sobrevivência é em essência o lugar de luta e resistência. Neste sentido, são diversas as formas de organização dos negros no Brasil. O Quilombo de Palmares deixou um legado importante, a necessidade que temos de enfrentar o sistema opressor, sem nenhuma ilusão em suas migalhas, pois enquanto houver negros vítimas de racismo, há necessidade de luta. Liberdade plena: esse era o projeto político e de sociedade.
Pelos 380 anos vividos de escravidão precisamos exigir reparações e isso significa garantir políticas públicas de qualidade a todos sem distinção.

Texto escrito por Claudicéa Alves Durans, professora do IFMA e diretora do SINASEFE NACIONAL.

sábado, 19 de novembro de 2016

Recesso Assessoria Jurídica



A Assessoria jurídica do Sinasefe-IFSul informa a todos os sindicalizados que, acompanhando o calendário da Justiça Federal, Cível e do Trabalho, realizará um recesso de final de ano, entre os dias 20 de dezembro de 2016 e 20 de janeiro de 2017. Neste período, não haverá atendimento no escritório ou nos plantões dos campus. 
Durante o recesso, o escritório atenderá somente situações de emergência, assim consideradas as que impliquem risco de perecimento de direito, a critério do advogado. O atendimento emergencial será realizado através do telefone (53) 98129 1465. Informações processuais e agendamento de consultas serão retomados após o recesso.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Terceira Semana de Greve tem audiência pública e discussão da MP do Ensino Médio


Na quarta-feira, 16, a Câmara de Vereadores de Pelotas promoveu a segunda audiência pública para discussão da Proposta de Emenda à Constituição 55/2016, antiga PEC 241. Em outubro, a casa realizou um primeiro debate sobre o tema, que resultou em uma moção de rejeição à PEC, elaborada pelos vereadores. Nesta segunda audiência, foi criada uma comissão, composta pelos vereadores Marcus Cunha e Ricardo Santos, para ir à Brasília apresentar aos parlamentares a contrariedade à proposta. A comissão será responsável por estabelecer um diálogo, principalmente, com os senadores gaúchos, Ana Amélia Lemos, Lasier Martins e Paulo Paim.

Com a Casa lotada, estiveram presentes diversos segmentos de trabalhadores, entidades de classe e movimento estudantil. Abriu as falas a representante do Ministério Público do Trabalho, Rúbia Canabarro. A procuradora afirmou que a PEC é inconstitucional e modifica a concepção do Estado brasileiro, reduzindo-o. O estudante Leandro Nascimento, representante do #OcupaIFSul, afirmou que as ocupações de escolas em todo o país são legítimas. "Ao contrário do que dizem, não somos manipuláveis, não somos ladrões, somos os jovens de lutas do Brasil". Leandro disse também que a PEC 55 ignora o crescimento populacional dos próximos 20 anos e a diminuição de recursos em áreas fundamentais como saúde e educação. 

Os reitores do IFSul e da UFPel posicionaram-se contrários à medida e reiteraram os grandes impactos que a PEC 55 traz à educação pública. Mauro Del Pino, reitor da UFPel, lembrou que hoje toda a comunidade acadêmica da Universidade está em luta contra a PEC, com a greve de todas as categorias. Já Gonçalino da Fonseca, que trabalhou 30 anos como auditor de contas do estado, apontou para as consequências na saúde pública, atentando para o desmantelamento do Sistema Único de Saúde (SUS), que já sofre com a precariedade de recursos. A coordenadora de ação do Sinasefe-IFSul, Maria Lúcia Monteiro, reafirmou o compromisso do Sindicato no combate ao desmonte da educação e do estado brasileiro. Ela lembrou que, ao contrário do que muitos defendem, a PEC não é um “remédio amargo, mas necessário” e sim um ataque covarde que, mais uma vez, precariza a sociedade brasileira em detrimento de um projeto neoliberal que empodera cada vez mais o setor financeiro.

Após a audiência, servidores e estudantes realizaram um almoço de confraternização do movimento paredista, na sede do Sindicato. Durante a tarde, foi realizada uma reunião para discussão da Medida Provisória 746, que altera o ensino médio. Embora seja de comum acordo a necessidade de uma constante atualização do sistema educacional, o grande problema da MP 746 é uma reforma excludente, promovida por setores com interesses completamente alheios ao da educação e sem a participação de especialistas, educadores ou estudantes.

O grupo discutiu, ainda, a estreita relação da MP com o processo de sucateamento da educação pública, que mantém sempre no horizonte o processo de privatização do estado. Representantes do Sindicato lembraram que não é por acaso que existe uma tentativa de silenciar a educação pública que funciona, como vimos no episódio de omissão das notas dos estudantes da rede federal na lista do ENEM. Este silenciamento visa desconstruir a ideia de que é possível o estado fornecer educação pública, gratuita e de qualidade para a população, facilitando, assim, o processo de entrega da rede pública para organizações sociais.


*Com informações da ADUFPel-SSind e Câmara Pelotas

Assembleia Geral do Sinasefe-IFSul


sábado, 12 de novembro de 2016

#11deNovembro: Greve unificada com estudantes mobiliza servidores do IFSul em todo o estado


A sexta-feira, 11 de novembro, foi Dia de Greve Geral Unificada em todo o país. Trabalhadores, estudantes e sociedade tomaram as ruas, pararam bancos, ônibus e o comércio em diversas localidades. A luta contra a PEC 55, ou PEC do Fim do Mundo,  unificou e tem tomado as ruas, demonstrando ao governo que haverá resistência contra os ataques e as sucessivas tentativas de retirada de direitos.
Em Pelotas, as atividades do Sinasefe-IFSul iniciaram às 7h30, em frente ao campus Pelotas, onde foi feita uma blitz com mateada e distribuição de materiais para servidores e população sobre os impactos dos ataques. Os servidores lotaram a frente do campus, com faixas e bandeiras desmascarando os ataques que estão sendo arquitetados contra a classe trabalhadora. Os manifestantes conseguiram, ainda, parar o trânsito local por alguns instantes, para a distribuição de informativos sobre a mobilização.

Por volta das 10h servidores e estudantes foram em marcha, com faixas e bandeiras, até o largo do Mercado Público de Pelotas, onde participaram da concentração para o Ato Unificado das entidades locais. Por aproximadamente duas horas, representantes do movimento sindical, estudantil, político e de instituições subiram ao carro de som para falar com a população sobre o desmonte do estado e da sociedade brasileira que estão sendo conduzidos por uma aliança do legislativo e do executivo.
Após as falas, os manifestantes marcharam pelas ruas centrais da cidade e foram, aos poucos, fechando o comércio local enquanto entoavam “fecha, a grade contra a PEC da maldade”. O objetivo foi o de conversar com os trabalhadores sobre as consequências da proposta. Diversos materiais informativos foram distribuídos no percurso.  

Mobilização nas Bases: Os sindicalizados do Sinasefe-IFSul participaram e auxiliaram na organização dos atos em diversas cidades do estado. Foram realizadas marchas e/ou aulas públicas nas cidades de Bagé, Camaquã, Porto Alegre, Santana do Livramento e Venâncio Aires. No IFSul de Passo Fundo, foi realizada um roda de conversa sobre o impacto da PEC 55. Após a atividade, representantes do Sinasefe-IFSul que visitavam o campus participaram de uma caminhada dos trabalhadores pelo centro da cidade.

Audiência Pública em Porto Alegre: No dia de paralisação geral que mobilizou classes de educação, segurança pública, transporte em todo o país, uma audiência pública convocada por deputados Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul lotou o auditório Dante Barone com professores, estudantes, movimentos sociais e deputados estaduais e federais do Estado, para discutir os efeitos da PEC 241 – agora 55, no Senado, a PEC do teto de gastos – e da MP 746 – que propõe a reforma do ensino médio em todo o país. O Sinasefe-IFSul levou um ônibus com servidores e estudantes para audiência pública. Fizeram parte da mesa o reitor do IFSul, Marcelo Bender, e a representante do movimento #OcupaIFSul, Manu Schonhofen, que emocionou e foi aplaudida de pé pela plenária com a fala:

"Essa PEC afeta as crianças, os jovens, as futuras gerações que terão de contar com um serviço público ainda mais precário. Como uma reforma do Ensino Médio? O nome disso é sucateamento da educação pública. A crise educacional no Brasil não é uma crise, é um projeto. Como se isso não bastasse, temos um PL 867, que visa exterminar o pensamento crítico. Isso é inadmissível, intolerável, nós somos o futuro desse país”, afirmou Manu. “Contamos ainda com um presidente que, além de golpista, desmoraliza a juventude e diz que ela nem sabe porque está lutando. Nós sabemos o porquê de estarmos aqui, ele que não sabe o que é voto. A gente conta também com uma mídia manipuladora e que não sabe praticar o jornalismo independente. Um MEC (Ministério da Educação) autoritário que pede sem nenhum motivo cabível a identificação dos alunos ocupantes. Um MEC que esquece de apontar os Institutos Federais no ranking do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Um Congresso que permite essa afronta. Consertar o Brasil, senhores deputados, é tirar os direitos de quem não tem? Quem somos nós afinal? Aqueles que nos chamam de manipulados, quando a gente decide começar a participação na vida política, são os mesmos que dizem que jovem é emancipado, que jovem sabe o que faz quando o interesse é a redução da maioridade penal. Se decidam. E volto a afirmar, educação não é gasto, educação é investimento. Eu, como estudante secundarista, com orgulho participante da primavera estudantil, da primavera secundaristas, digo para vocês: isso é só o começo”.

Após a audiência, o grupo do Sinasefe-IFSul participou de um ato que iniciou na esquina democrática e percorreu o centro da capital. A atividade foi pacífica e baseada na distribuição de materiais informativos sobre os ataques do governo e em uma caminhada com cartazes e faixas. Ainda assim, o ato foi marcado pela forte repressão policial que, mesmo após o encerramento das atividades, continuou bombas de gás para dispersar os manifestantes que permaneciam na região central.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Veja a agenda da terceira semana de Greve do Sinasefe-IFSul


Sinasefe-IFSul realiza visitas aos campus Bagé, Passo Fundo e Santana do Livramento

Em sua segunda semana de Greve, o Sinasefe-IFSul realizou uma nova rodada de visitas aos campus que compõe a base do Sindicato. Entre os dias 9 e 11 de novembro, representantes da direção cumpriram agenda nas cidades de Bagé, Passo Fundo e Santana do Livramento. Este é um importante momento de aproximação do Sindicato com a base e também de construção do movimento de Greve, iniciado no dia 31 de outubro.

Na quarta-feira, 9, representantes do Sindicato estiveram no campus Bagé, um dos três campus do instituto que ainda está ocupado por estudantes, que protestam contra  a PEC 55 (241), contra a reforma do Ensino Médio e contra o Projeto Escola Sem partido. O sindicato realizou uma visita pelas dependências do campus e depois uma roda de conversa com a presença de servidores e de estudantes.
A reunião foi aberta com o relato do Representante de Base do Sinasefe-IFSul no campus, Nei Fonseca, que na última semana representou o Sindicato na 145ª Plena do Sinasefe Nacional. Ele apresentou os informes da Plenária, que aprovou a deflagração da Greve Nacional do Sindicato, o Fundo de Greve e a pauta de mobilização da Greve 2016.  Maria Lúcia Monteiro, coordenadora de ação do Sindicato, fez uma análise de conjuntura focando na real situação da educação do Brasil. Ela alertou sobre a iminência da votação da PEC55 e salientou a importância da participação dos servidores na luta contra os ataques do governo.

Na quinta-feira, 10, o grupo seguiu para Santana do Livramento, onde foram realizadas reuniões com os representantes de base do Sindicato e com os servidores. Na reunião com os servidores foi discutida a conjuntura no instituto e no âmbito nacional. O campus, que ainda não está consolidado, vive um clima de bastante preocupação com o avanço de medidas como a PEC 55, que congela os gastos públicos por 20 anos e precariza ainda mais a educação. O grupo discutiu, ainda, a participação dos servidores na agenda de luta do Sindicato. Foi acordada a paralisação e mobilização no campus durante a sexta-feira, 11, Dia Nacional de Luta de nosso Sindicato. Depois da reunião, servidores e coordenadores do Sindicato realizaram uma confraternização no campus.

Passo Fundo: Na quinta-feira, 10, representantes do Sinasefe-IFSul realizaram a primeira visita do sindicato ao campus Passo Fundo. A atividade foi solicitada pelos servidores, que buscavam apoio para a organização classista no campus e para a mobilização dos servidores para o Dia Nacional de Luta desta sexta-feira, 11. Na reunião de quinta-feira, os servidores participaram em peso da reunião de apresentação do Sindicato, que culminou em um grande número de novas filiações.

Os servidores discutiram também a conjuntura nacional, estrutura sindical da seção e nacional, Greve 2016 e alternativas para barrar o avanço de medidas que precarizam, ainda mais, a educação e o serviço público no país, como PEC 55, MP do Ensino Médio e projeto Escola Sem Partido. Os servidores organizaram para sexta-feira, 11, uma roda de conversa, no campus, sobre a PEC 55 e seus impactos para a educação.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Assembleia Geral avalia o movimento de Greve e organiza atividades do dia 11/11


A Assembleia Geral do Sinasefe-IFSul, realizada nesta terça-feira, 7, na sede da ASUFPel Sindicato, foi um importante momento de avaliação do movimento paredista, iniciado na última segunda-feira, 31. Foi, também, importante para a organização das atividades de mobilização da Greve 2016, especialmente no dia 11 de novembro, Dia Nacional de Mobilização das organizações estudantis, sindicais e sociais contra os ataques do governo, especialmente a PEC 55, antiga PEC 241, que tramita no Senado Federal.
A assembleia abordou, ainda, informes sobre a 145ª Plena do Sinasefe, realizada nos dias 5 e 6 de novembro, participação no Comando Nacional de Greve e Fundo de Greve. Participaram da Assembleia, além de servidores de diversos campus do IFSul, representantes do movimento Ocupa IFSul. Os estudantes deram informes sobre a manutenção do movimento após a desocupação da reitoria e apresentaram esclarecimentos sobre acusações contra o movimento, durante a ocupação do prédio da reitoria, entre os dias 31/10 e 06/11.

#OcupaIFSul
Representantes do Movimento Ocupa IFSul pediram espaço, durante a assembleia, para apresentar a versão do movimento sobre as acusações de depredação do patrimônio e de ameaças ao reitor, Marcelo Bender. Sobre a utilização do espaço durante a ocupação, os estudantes afirmam que foram utilizadas unicamente as dependências necessárias para abrigar o grupo e para o desenvolvimentos da agenda de atividades de mobilização. Os alunos afirmaram, ainda, que durante todo o período de ocupação, tanto do campus Pelotas como da reitoria, o movimento esteve aberto ao diálogo e que, na segunda-feira, 7, quando a gestão afirma ter efetivamente tentado contato no prédio da reitoria, este já havia sido desocupado pelos estudantes.
Sobre as acusações contra o movimento, os estudantes defendem que ”Não houve depredação, houveram intervenções artísticas como cartazes, faixas e o ato simbólico envolvendo o boneco que, ao contrário do que as pessoas sugerem nas redes sociais, não representa uma pessoa, muito menos o reitor do instituto, ele representa a educação pública, que está sendo assassinada pelos projetos do atual governo” afirmou uma das líderes do movimento. Ela completou, “fazer uma assembleia cheia é muito fácil, organizar uma panfletagem na rua, no sol, não tem sido tão fácil, mas as crianças estão fazendo isso, queremos agora o apoio daqueles que estão nos criticando, sem conhecer realmente as ações do movimento”.

145ª Plena e Fundo de Greve
Os delegados do Sinasefe-IFSul na 145ª Plena, Daiani Luche e Nei Fonseca, apresentaram para os servidores os informes sobre Plenária realizada entre os dias 5 e 6 de novembro, em Brasília, que aprovou a deflagração da Greve Nacional do Sindicato. Segundo os delegados, mesmo após as tentativas do governo de enfraquecer o movimento sindical, através da ameaça de corte de ponto de servidores grevistas, a base do Sinasefe demonstrou-se resistente a aprovou a deflagração da Greve Nacional.
Durante a 145ª Plenária foi aprovado o Fundo de Greve, que é a destinação do valor total de uma consignação mensal da Seção Sindical filiada para a greve. Todas as Seções Sindicais filiadas, independente de fazer greve ou não, devem contribuir com o Fundo. Os prazos para o pagamento são: 1ª parcela até dia 20/11/2016 e 2ª parcela até a consignação de dezembro. A assembleia do Sinasefe-IFSul referendou a deliberação da plenária nacional e informou aos sindicalizados que, com isso, as mensalidades de novembro e dezembro serão de 1,5%.

11 de Novembro
A organização das atividades do Dia Nacional de Luta contra os ataques do governo e contra a retirada de direitos foi o último ponto de pauta da assembleia. A plenária avaliou como fundamental uma participação efetiva dos servidores do IFSul para fortalecer e unificar o movimento paredista.
Após diversas propostas, foi definido que o Sinasefe-IFSul iniciará sua mobilização às 7h30, em frente ao campus Pelotas com uma Mateada e Panfletagem. Às 10h os servidores seguirão, em caminhada, para o largo do Mercado Público, onde se reunião com as outras entidades para um ato unificado. Ao meio dia está prevista uma caminhada dos trabalhadores, pelo centro da cidade.
O Sinasefe-IFSul terá representação, também, na Audiência Pública “Os impactos da MP 746 e da PEC 241 para os Institutos Federais de Educação no RS”, que será realizada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, às 15h.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Veja a agenda da segunda semana de Greve do Sinasefe-IFSul




Segunda semana de Greve inicia com reuniões e organização do movimento


A segunda semana da Greve 2016 do Sinasefe-IFSul iniciou com uma série de reuniões de esclarecimento com servidores dos campus Jaguarão, Pelotas e Visconde da Graça. Foram abordados temas como Comandos de Greve locais, construção do movimento unificado nos campus e direito de Greve dos servidores substitutos e em estágio probatório.

Durante a manhã, representantes da diretoria do Sinasefe-IFSul participaram de uma reunião com membros do Comando de Greve do Campus Jaguarão. Foram discutidos questões sobre o funcionamento do comando local e esclarecidas dúvidas sobre os pedidos de essencialidade, que devem levar em consideração sempre a realidade do campus e respeitar a autonomia do comando. Os representantes do campus solicitaram, ainda, a produção de alguns materiais de mobilização e de divulgação do movimento, especialmente identificando o movimento como do IFSul, uma vez que o campus Jaguarão ainda funciona dentro do prédio da Unipampa.


Também durante a manhã, representantes da diretoria do Sindicato estiveram reunidos com os servidores do campus Visconde da Graça. A reunião teve um quórum bastante significativo e foi um importante momento de discussão e de aproximação do Sindicato com os servidores do CAVG. Foram debatidos temas como unificação do movimento de Greve do IFSul, suspensão do calendário acadêmico do campus e necessidade de união e do fortalecimento da mobilização dos trabalhadores para barrar os ataques do governo.

Durante a tarde, os servidores substitutos e em estágio probatório participaram de uma reunião com a Assessoria Jurídica do Sindicato, no campus Pelotas. O objetivo do encontro foi esclarecer os servidores mais novos sobre o Direito de Greve e sobre o assédio moral contra servidores nestas situações. O advogado do Sindicato, Rubens Vellinho, ressaltou que a Greve é um movimento de categoria que é direito de todos, sendo injustificável qualquer forma de assédio por parte dos gestores.
O Sinasefe-IFSul salienta que, em função de algumas denúncias de assédio contra servidores em Greve, o Sindicato divulgou, na última semana, um parecer jurídico sobre o Direito de Greve dos Servidores Substitutos e em Estágio Probatório. A nota pode ser lida na íntegra no link: https://www.scribd.com/document/329794460/parecer-professores-substitutos-e-esta-gio-probato-rio

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Greve: eixos, calendário e comando são debatidos na 145ª PLENA


O segundo dia  da 145ª PLENA, em Brasília-DF, foi dedicado a discussão dos eixos da greve nacional do SINASEFE e itens como calendário e fundo de greve. Com o caráter de denúncia política, a pauta tem nove eixos: Contra a PEC 241 (PEC 55), que os ricos paguem pela crise!; Contra a MP 746, nenhuma reforma sem a participação de educadores e estudantes! Contra o PL 257, agora PLC 54; Contra a reforma trabalhista; Contra a reforma da previdência; Contra os projetos de Escola Sem Partido; Contra todas as terceirizações; Pela auditoria cidadã da dívida com a participação popular e pelo cumprimento dos acordos de greves anteriores. O movimento paredista tem deflagração prevista para 11 de novembro, sexta-feira, por tempo indeterminado.

Comando de Greve
O entendimento da 145ª PLENA foi de constituir, além do Comando Nacional de Greve (CNG), um Comando Nacional de Greve Unificado (CNGU), composto pelo SINASEFE, Fasubra, estudantes e Comandos de Greve Unificados nos estados, com o objetivo de reunir lutadores da esfera federal, estadual e municipal. Além de convidar os estudantes, que já ocupam milhares de escolas pelo país, a orientação é chamar a Fasubra, que deflagrou greve em 24/10, o Andes, que já debate a greve nas bases, e os profissionais da educação dos estados e dos municípios.

O procedimento para composição do CNG é igual ao de greves anteriores. A Seção Sindical escolhe seu representante e formaliza a indicação enviando ao CNG e Direção Nacional (DN): nome, contatos e período de participação. Cada Seção em greve tem direito a um representante com voz, voto e custeio de hospedagem e alimentação pela DN. Os detalhes serão definidos na aprovação do regimento interno do colegiado.

Além deste "membro nato" a Seção poderá indicar e custear observadores, respeitando sempre o limite que o CNG estabelecer para composição do colegiado. Em greves anteriores o número de 20 representantes foi estabelecido como limite devido a lotação da residência do SINASEFE em Brasília-DF. O CNG tem previsão de instalação já na sexta-feira (11/11), data de deflagração da greve.

Calendário
Além das atividades organizadas localmente, definidas pelos Comandos Unificados Estaduais e Locais, o SINASEFE aprovou o seguinte calendário nacional:
  • 11 e 25 de novembro – mobilizações, paralisações, atividades de rua, protestos e etc. Objetivo é denunciar os ataques em curso, em especial a PEC 55 (antiga 241). Também existe o chamado das Centrais Sindicais para mobilizações nestas datas, o SINASEFE aprovou mobilizar nos dois dias.
  • 28 e/ou 29 de novembro – caravana da educação em Brasília-DF. Acompanhando a votação em 1º turno da PEC 55 no Senado, esta mobilização pretende denunciar, com ampla participação de estudantes e trabalhadores, os prejuízos trazidos à educação pela PEC 55 e MP 746, da Reforma do Ensino Médio.


Fundo de Greve
O pagamento do fundo de greve (que é a destinação do valor total de uma consignação mensal da Seção Sindical filiada para a greve), ficou definido em no máximo duas parcelas. Todas as Seções Sindicais filiadas, independente de fazer greve ou não, devem contribuir com o Fundo. Os prazos para o pagamento são: 1ª parcela até dia 20/11/2016 (efetuando depósito bancário para o SINASEFE) e 2ª parcela até a consignação de dezembro. Informações detalhadas sobre os valores estão em apuração pela tesouraria e serão divulgadas nos próximos dias.

Greves em curso
É importante relembrar que a deliberação aprovada durante a 145ª PLENA não interfere nas greves locais que já estão em curso, que receberam total apoio do fórum. A decisão apenas indica uma data para deflagração simultânea do movimento paredista nas Seções Sindicais que ainda não paralisaram.

Moções e demais itens da pauta
Além do debate da greve, os participantes também debateram: pareceres da Comissão de Apuração Prévia (CAP), recurso apresentado pelo Sindscope sobre a 144ª Plena (referente à Comissão de Ética instalada), a representação do SINASEFE no Conselho Permanente de Reconhecimento de Saberes e Competências (CPRSC) e as moções. Foram apresentadas moções pelos sindicalizados do IFBA (clique para ler no site da Seção), IFAC e IFBaiano. Por causa do avançado da hora, o item de Plano de Execução Financeira não foi debatido. 

Fonte: Sinasefe Nacional

Greve nacional do SINASEFE: plenária aprova deflagração em 11 de novembro


Participantes da 145ª PLENA do SINASEFE aprovaram na noite de sábado (05/11) a greve por tempo indeterminado na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A deflagração do movimento paredista está prevista para o dia 11 de novembro e tem como centro denunciar os ataques do governo golpista, tais como: PEC 55 (antiga PEC241), Reformas do Ensino Médio, da Previdência e Trabalhista e projetos de Escola Sem Partido. O fórum contou com a presença de 108 delegados e 58 observadores, representando 65 Seções Sindicais filiadas ao sindicato. A construção de uma Greve Geral no Brasil, com diversas categorias envolvidas, também foi apontada como essencial para defesa dos direitos dos trabalhadores.

Além da deliberação pela greve, a 145ª PLENA debateu, no primeiro dia de trabalhos, os informes da Assessoria Jurídica Nacional (AJN), da Comissão Nacional de Supervisão do PCCTAE (CNS) e da Comissão Nacional Docente (CND). Os informes das Seções Sindicais do SINASEFE traçaram um panorama abrangente da mobilização a nível nacional, pautando itens como: greves locais, paralisações, atos púbicos, fechamento de ruas e rodovias, e as diversas manifestações organizadas no último período.

A solidariedade aos estudantes que se mobilizam em milhares de escolas em todo território nacional também se destacou nos debates deste sábado. Estudantes que ocupam campi da Rede Federal (IF Catarinense e IFBaiano) participaram da análise do conjuntura junto com a CSP-Conlutas, Fasubra e Andes-SN.

É importante lembrar que esta deliberação nacional não interfere nas greves locais que já estão em curso, apenas indica uma data para deflagração do movimento paredista nas Seções Sindicais que ainda não aderiram.

Fonte: Sinasefe Nacional

Sinasefe-IFSul visita campus Camaquã e Sapucaia do Sul


Na última sexta-feira, 4, representantes do Sinasefe-IFSul e do movimento #OcupaIFSul de Pelotas visitaram os campus ocupados de Camaquã e Sapucaia do Sul. O objetivo das visitas foi promover o intercâmbio entre os movimentos de ocupação e transmitir o apoio do Sindicato aos estudantes, nesse difícil momento de mobilização.

Durante a manhã, o grupo visitou a ocupação do campus Camaquã, onde constatou o perfeito estado de conservação das instalações do Instituto. Os estudantes dialogaram com os representantes do Sindicato sobre a situação no campus, que até o momento é tranquila, e conversaram com os estudantes do campus Pelotas. Após a visita, alguns representantes do campus se uniram ao grupo para a ida a Sapucaia do Sul. 



Durante a tarde, foi realizada uma visita ao campus, que está ocupado desde o dia 26 de outubro. Os estudantes realizaram uma visita guiada com os representantes do Sindicato, demonstrando que o local encontra-se em perfeitas condições de preservação. Desde a ocupação, os estudantes mantém uma agenda diária de atividades como oficinas, rodas de conversa, cine debates, aulões e mutirões de limpeza.

sábado, 5 de novembro de 2016

Nota à Comunidade

O Sinasefe-IFSul dirige-se à comunidade, neste momento de bastante tensão e questionamentos de todas as ordens, relacionados ao movimento de ocupação de escolas e universidade que se espalha por todo o país, para esclarecer algumas informações imprecisas recentemente publicadas pela atual gestão do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense e ações da direção do campus Pelotas.

Inicialmente, reafirmamos o total e irrestrito apoio e respeito ao movimento dos estudantes de todo o Brasil, especialmente do IFSul, os quais o Sindicato tem acompanhado de forma bastante próxima nas últimas semanas. Estes estudantes representam a força da juventude brasileira e a esperança de um futuro melhor, um futuro de resistência e luta contra as arbitrariedades frequentemente impostas pelos governos, como, neste momento, a PEC 55 (antiga 241), o projeto Escola Sem Partido e a Reforma do Ensino Médio.

Salientamos, ainda, que o apoio e respeito por parte dos servidores do IFSul vai além das palavras, materializa-se diariamente através do apoio nos momentos difíceis e na resistência unificada dos movimentos paredistas, mesmo diante de ameaças e da iminência do corte de salários. O mesmo não pode ser dito por parte das gestões do Instituto e do campus que, mesmo após diversas manifestações públicas de apoio à luta dos trabalhadores e dos estudantes que resistem contra os ataques do atual governo, especialmente a PEC 55, entregou-se a pressões institucionais e a interesses escusos.

Não existem tentativas frustradas de negociação com os estudantes, o que existe é uma suposta trégua, seguida sempre por algum ataque covarde. Estes ataques não são melhores do que aqueles que expulsam jovens das escolas na calada da noite, para que a população não presencie os atos covardes daqueles que temem a juventude que luta. Justificativas não apagarão a fraqueza dos desertores, que deveriam estar de pé, lutando ao lado de seus estudantes pela educação pública, gratuita e laica!

Desertem, fujam, mas, por favor, não tentem usar belas palavras para maquiar a covardia de quem não luta, de quem teme pelo cargo, pela posição e pelo salário!