sábado, 29 de abril de 2017

Saída da Gestão do Sinasefe IFSul dos Companheiros Leandro (Camaquã); Osni (CaVG); Maria Lúcia (CaVG); Vitor (CaVG) e Francilon (Santana do Livramento). Seguem os motivos:

Ao fazer parte dessa Gestão nosso objetivo principal era de expandir e consolidar nosso Sindicato em âmbito regional. Nossa política sempre foi o Sindicato Multicampi. No qual todos e todas pudessem se sentir partícipes do processo sindical. Nossa ideologia sempre foi a garantia de participação de todos os Campi, levando essas discussões para todos. A criação do Conselho de Representantes foi uma vitória incomensurável, pois, assim, conseguimos escutar os anseios e as sugestões de toda nossa base. Essa iniciativa foi coordenada diretamente pela companheira Maria Lúcia, ainda durante a Gestão anterior. Foi uma árdua batalha, pois toda mudança gera desconforto com quem estava sempre acostumado às mesmices. Mas conseguimos implantar. Porém, como dentro de nossa Gestão existem integrantes que não coadunam com nossas políticas de Sindicato Multicampi, baseada no diálogo com as bases, resolveram começar a gerar desconforto no grupo e a utilizar todas as justificativas possíveis e inimagináveis para nos desestruturar. Como estamos divididos em nossa construção de Política Sindical Multicampi, era natural que tivéssemos embates completamente desnecessários.

Levamos a todos os Campus diversos palestrantes, no intuito de esclarecer nossos filiados e servidores em geral em relação às políticas de retirada de direitos. Com isso, oportunizamos discussões proeminentes que serão de grande valia para o enfrentamento com o Governo Temer. Mas como sempre, o centralismo saudosista de alguns integrantes da Gestão gerou conflitos, mais uma vez desnecessários, e infundados. Uma vez que achavam gastos supérfluos levar essas discussões a outros campus.

No dia 20/04/2017 realizamos uma Reunião de Gestão para discutir os rumos que daríamos ao nosso sindicato. Naquele momento, alguns integrantes deixaram claro que não concordavam com o Multicampismo implantado por nós e encabeçado diretamente pela companheira Maria Lúcia. “Queriam de volta o Sinasefe em um único Campus localizado em Pelotas”. Tivemos discussões pessoalizadas, de cunho moralmente ridículo. Conversamos a respeito do caso “Seu Zé” (Funcionário que trabalha a 27 anos no Sinasefe IFSul) e foi consenso não demiti-lo em hipótese nenhuma. Além disso, ficamos preocupados como ele ficaria sem receber seu salário, após os 15 dias de licença saúde que "Seu Zé" estava gozando. Para corroborar com essa deliberação, temos a Ata da Reunião e conversas pelo Whatsapp. Ainda sobre este tema, a preocupação de parte da gestão era justamente o contrário, evitar  prejudicar o referido funcionário, por isso foi solicitado parecer jurídico sobre a possibilidade de continuarmos a pagar o seu salário. O referido parecer apontou que o sindicato, LEGALMENTE, só poderia pagar o salário nos primeiros 15 dias de sua licença saúde e após passaria para o INSS. No entanto, como o funcionário já é aposentado, o que inviabilizava este pagamento, foi acordado que outras formas de auxílio deveriam ser estudadas como alternativa.

Este é outro aspecto  que nos propusemos durante este período que participamos da gestão do sindicato. Em nenhum  momento práticar qualquer ato que tenha indícios de ilegalidade. Não compactuamos com o mal feito, com o “jeitinho”, com a “camaradegem”, que afrontam a impessoalidade e a isonomia. TODOS os filiados tem os mesmos direitos e as mesmas obrigações. Enfrentamos os ranços antigos e propomos mudar rotinas para melhor atender os filiados, razão maior da existência deste sindicato. Não aceitamos que filiados de campus distantes de Pelotas não tenham acesso a serviços, convênios e facilidades proporcionadas para os que estão próximos. Fizemos ações no sentido de resolver coisas simples, como, por exemplo, facilitar o acesso a informações para os filiados, que o telefonema de um filiado fosse atendido, que um email fosse respondido.  Mas é dureza, mexer em rotinas arraigadas incomoda.  

Temos certeza que a política Multicampi incomoda e dasafia a velha aristrocracia sindical, que se intitula detentora do poder vitalício.  O que é ser sindicalista? É uma questão sobre a qual precisamos refletir. Ser sindicalista é ter um dia participado da fundação de um sindicato? Um dia ter participado de uma direção sindical? Ser sindicalista é estar filiado há muito tempo? Obviamete que não. Sindicalista não é um diploma que valerá para a vida toda. Sindicalista são todos os que constroem Lutas diariamente. Sindicalistas são pessoas que, acima de tudo, respeitam a democracia.

No dia 24/04/2017 foi realizado uma Assembleia, cuja pauta não mencionava, em nenhum momento, o tema "Seu Zé". Mas em uma tentativa teatral, integrantes da Gestão resolveram, ao seu bel prazer, “adicionar” tal pauta. Cabe aqui destacar, que de forma covarde, rasteira, golpista e, acima de tudo, antidemocrática citaram o nome de nossa companheira Maria Lúcia, acusando-a de querer demitir o "seu Zé" sem nenhuma prova, argumento ou verdade. Utilizaram argumentos pífios e infundados, que somente demonstraram as práticas carcomidas de alguns integrantes da Gestão e de seus comparsas. Além disso, a companheira Mária Lúcia, QUE ESTAVA CUIDANDO DE SEU PAI EM UMA CIRURGIA, não estava na referida Assembleia, na qual foi execrada. Como estamos acostumados, em nosso convívio Sindical, a práticas machistas, era natural esperar que todas as acusações fossem destinadas à companheira Maria Lúcia. A acusaram de CENTRALIZADORA, AUTORITÁRIA E DE TER UM PODER DE PERSUASÃO INCRÍVEL. Ora, companheiros, dizer em uma Assembleia que todas as deliberações e atitudes partiam da companheira Maria Lúcia coloca os outros integrantes da Gestão na linha da ignorância e da subalternidade. Dizer que por causa do poder de persuasão da companheira Maria Lúcia todos nós integrantes aceitamos suas deliberações é, no mínimo, menosprezar a capacidade cognitiva de todos os integrantes da atual Gestão. Em que pese, nós temos em mãos gravações da conversa que tivemos com "seu Zé", na qual fica clara a intenção de deixar ele livre para sair de férias quando quisesse. Garantindo que no retorno ele teria seu trabalho. Mas é fácil acusar a companheira Maria Lúcia, já que a mesma não estava presente na Assembleia. Por que falamos em machismo? Nós da Gestão sabemos, e temos provas, que o único companheiro que ainda mantinha sua posição de colocar "Seu Zé" à disposição era do sexo masculino. Mas aí perguntamos, por que então escolher a companheira Maria Lúcia para receber todas essas ofensas e acusações infundadas? Em mundo marcado pelo machismo e pela total falta de respeito para com as mulheres, a naturalização do machismo transforma qualquer mulher que assuma uma posição firme em AUTORITÁRIA. Qualquer mulher que possua "poder de articulação" em persuasiva. Qualquer mulher que consiga coordenar um "monte de machos" em CENTRALIZADORA. Temos que refletir sim, sobre o porquê de tantas acusações, adjetivações e pessoalizações somente na companheira Maria Lúcia.

Temos que avançar nas questões sindicais e políticas e não ficar centrando forças contra nós mesmos. Nosso inimigo é outro. É esse governo golpista e seus projetos de retirada de direitos da classe trabalhadora. Não podemos ficar perdendo tempo com picuinhas, fofocas e atitudes rasteiras que servem apenas para desmobilizar e desunir nossa categoria. Onde só tenha lugar um único Campus localizado na Cidade de Pelotas. Onde o corporativismo desnecessário seja utilizado constantemente. Pedimos desculpas a todos e todas que confiaram em nosso trabalho e acreditaram em nossa luta pela construção e consolidação de um Sindicato Multicampi. Sairemos dessa gestão, após concluirmos atividades anteriormente programadas por nós e com as quais estamos, cientes do quanto fizemos pelo crescimento político do Sinasefe IFSUL. Mas, neste momento crucial de uma batalha cruel contra esse governo golpista, precisamos focar em nossa luta que é garantir os Direitos dos trabalhadores que tanto lutaram para conquistá-los.

A luta continua!!!
Até breve!!!
Fora Temer!!!
Nosso inimigo é outro!!!
Não a naturalização do machismo!!!
Sindicalista não é diploma!!!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

#28deAbril Greve Geral




Assembleia do Sinasefe-IFSul aprova adesão à Greve Geral de 28 de abril



A Assembleia Geral do IFSul, realizada na segunda-feira, 25, na sede do Sindicato aprovou, por ampla maioria, a adesão dos servidores do Instituto à Greve Geral do dia 28 de abril. O movimento paredista nacional tem como pauta o combate aos projetos do governo que dão conta da reforma trabalhista, reforma da previdência e terceirização irrestrita – recentemente aprovada e sancionada por Michel Temer.
Nos informes, a mesa falou sobre o 31º CONSINASEFE e destacou que, pela primeira vez, todos os representantes do Sinasefe-IFSul no Congresso participaram de grupos de elaboração de teses e participam, nos dias 29 de abril e 6 de maio, de duas reuniões de discussão de teses. Foi informado, ainda, que as atividades do dia 28/4, em Pelotas, estão sendo organizadas pelo Frentão e que até a quarta-feira, 26, será liberada a programação.

149ª Plena
Para a representação do Sinasefe-IFSul na 149ª Plenária Nacional de nosso Sindicato, foi aprovado o nome do servidor de Camaquã Romulo Paulsen como delegado de Base. O fórum, que será realizado em Brasília entre os dias 29 de abril e 1º de maio, terá como destaques de sua pauta os debates sobre conjuntura política e 31º CONSINASEFE.

Convocação da Greve Geral
Com o slogan “28 de Abril, vamos Parar o Brasil; Contra as reformas da Previdência e trabalhista e abaixo a Terceirização!” todas as centrais sindicais convocam, neste momento, uma Greve Geral em nosso país. A partir dessa unidade, a CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular) intensificará todos os seus esforços para que, juntamente com todo o povo trabalhador, possamos derrotar as reformas e derrubar o governo Temer.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sinasefe-IFSul promove Seminário: Ataques na Carreira: Mudanças & Retrocessos no PCCTAE


31º CONSINASEFE: conheça as 60 teses que serão apresentadas e votadas no fórum estatuinte


O SINASEFE divulga nesta quinta-feira (20/04) o Caderno de Teses do 31º CONSINASEFE. O material, com 60 teses divididas em quatro eixos, segue para leitura, análise e debate nas seções sindicais que compõem nosso sindicato.

A relevância deste debate prévio se reafirma especialmente devido ao caráter estatuinte do fórum que se aproxima - o mesmo promoverá alterações em nosso Estatuto.

O Caderno

O documento possui 60 teses, formadoras de 200 páginas de texto escrito por nossos sindicalizados e divididas em quatro eixos da seguinte forma:

  • Conjuntura política - 8 teses
  • Propostas de modificações no Estatuto e/ou Regimento Interno do SINASEFE - 30 teses
  • Combate às opressões - 5 teses
  • Temas diversos - 17 teses



Teses do Sinasefe-IFSul
A delegação do Sinasefe-IFSul para o 31º CONSINASEFE, organizada em grupos, escreveu quatro teses para o Congresso que foram aceitas pela Comissão avaliadora. São elas:

  • DA CONSIGNAÇÃO DE REPASSES FINANCEIROS À DIREÇÃO NACIONAL DO SINASEFE;
  • DA MANUTENÇÃO DO NÚMERO DE DELEGADOS EM PLENAS DO SINASEFE;
  • UNIVERSALIZAÇÃO E DEMOCRATIZAÇÃO DAS ELEIÇÕES PARA DIREÇÃO NACIONAL E CONSELHO FISCAL DO SINASEFE
  • PROPOSTA DE RETOMADA DA FUNÇÃO SOCIALMENTE INCLUDENTE DOS IF’S ATRAVÉS DO SINASEFE.


Download e flipbook

Baixe aqui o documento em PDF com as teses que serão debatidas e votadas no 31º CONSINASEFE: http://191.252.95.160/plesk-site-preview/sinasefe.org.br/191.252.95.160/v3/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=2713&Itemid=57

Veja aqui a versão em flipbook do Caderno de Teses, mais apropriada para leitura direta em seu navegador: http://www.youblisher.com/p/1816299-Caderno-de-Teses/

31º CONSINASEFE

A 31ª edição do Congresso Nacional do SINASEFE será realizada em maio, entre os dias 18 e 21, em Salvador-BA, tendo como temário "Nenhum Direito a Menos: Por uma Educação Libertadora e Emancipadora".

terça-feira, 18 de abril de 2017

Assembleia Geral do Sinasefe-IFSul


SINASEFE-IFSUL E REITORIA ASSINAM ACORDO PÓS-GREVE



Chegou ao fim a negociação do acordo pós-greve dos servidores do IFSul. O documento, que estava sendo construído desde o encerramento do movimento paredista de 2016 e já havia sido aprovado em Assembleia Geral, foi assinado nesta terça-feira, 18, por representantes da reitoria do Instituto e da direção do Sinasefe-IFSul. Participaram da reunião a vice-reitora do IFSul, Janete Otte, o pró-reitor de gestão de pessoas do IFSul, Nilo Moraes de Campos, e as coordenadoras de ação do Sinasefe-IFSul, Maria Lúcia Monteiro e Daiani Luche.

O texto define os termos de recuperação das atividades interrompidas no período de Greve. Conforme aprovado pelos servidores em Assembleia Geral, a recuperação deverá ser focada nas atividades, não em horas de trabalho. Além disso, os servidores deverão acordar com suas chefias imediatas a melhor forma de recuperar as atividades.

Mural do Oprimido

Durante a reunião, foram discutidas, ainda, as medidas relacionadas ao Mural do Oprimido, um espaço de denúncias criado pelos estudantes do movimento Ocupa IFSul, durante a ocupação do campus Pelotas. Segundo a reitoria, todas as denúncias do Mural foram encaminhadas para a Comissão de Ética do Instituto e serão investigadas. O trabalho da Comissão teve início em fevereiro, após o encerramento das férias escolares.

O Sinasefe-IFSul reiterou a sua preocupação com os estudantes e alertou para a gravidade do caso. Nestes casos, normalmente, as vítimas não se sentem seguras o suficiente para denunciar os abusos. Este problema acontece com alunos e servidores.

A gestão do IFSul salientou que a Ouvidoria e o setor da Orientação Vocacional já foram instruídos para tratar destes casos mais delicados. Além disso, mesmo que o trabalho da comissão de Ética seja sigiloso, os servidores podem cobrar agilidade e conhecer os prazos dos processos.

O movimento Ocupa IFSul não formalizou a última denúncia sobre os casos de assédio ocorridos no campus Pelotas, o que prejudica o avanço do trabalho da Comissão de Ética e o encaminhamento de medidas administrativas. Ainda assim, mesmo sem a denúncia formal, a diretoria do campus Pelotas prontificou-se e anexou a matéria do Diário Popular e os relatos feitos nos comentários do Facebook ao processo que está correndo.

Sinasefe cobra ao MEC o aprimoramento do PCCTAE


O SINASEFE segue atento à defesa da carreira dos técnico-administrativos. Nesta terça-feira (11/04) foi protocolado junto ao Ministério da Educação (MEC) um pedido de reabertura das discussões sobre o aprimoramento do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE - Lei 11.091/2005) e nesta quarta-feira (12/04), em reunião com representantes do MEC, SINASEFE e Fasubra cobraram os itens referentes a esse aprimoramento, prometido pelo governo ao final das greves das duas entidades em 2015.

A reunião foi solicitada pela Comissão Nacional de Supervisão (CNS) do SINASEFE, que esteve em Brasília-DF entre os dias 10 e 12 de abril para tratar internamente da temática da carreira dos TAE, após o ataque do MEC com o ofício circular nº 1/2017/COLEP/CGGP/SAA-MEC - que anulou os descritivos dos cargos do PCCTAE e retrocedeu os mesmos à caracterização posta no Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos (PUCRCE - Decreto 94.664/1987).
Participaram da reunião como representantes do SINASEFE os membros da CNS Aliomar Silva (IFES), Estelamaris Borges (IFMG) e Josemar Clemente (IFPB) e a coordenadora geral de plantão na semana, Cátia Farago.

Relatório da reunião
A CNS preparou, ainda nesta quarta-feira (12/04), um relatório sobre a reunião com o MEC. Clique no link para conferir o documento na íntegra, em formato PDF: http://191.252.95.160/plesk-site-preview/sinasefe.org.br/191.252.95.160/v3/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=2707&Itemid=57

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Sinasefe-IFSul promove Seminário “Reforma da Previdência: O que muda na vida do trabalhador”


A primeira semana de abril foi marcada por mais uma atividade de formação para a base, promovida pelo Sinasefe-IFSul. Com a presença do coordenador nacional do Sinasefe, David Lobão, o Seminário “Reforma da Previdência: O que muda na vida do trabalhador” percorreu as cidade de Bagé, Novo Hamburgo, Passo Fundo e Pelotas, entre os dias 3 e 5 deste mês.

Lobão iniciou o Seminário com uma retomada histórica sobre o sistema previdenciário brasileiro que, segundo dados, chegou a ser o segundo melhor do mundo. Uma série de reformas promovidas pelos últimos governos desde Fernando Collor de Mello resultaram no ocaso deste projeto. Transformando, assim, um sistema modelo em “dilema institucional”. Paralelamente a esta desastrosa sequência de “reformas”, sucessivas renúncias fiscais, concedidas a grandes empresas, abalam profundamente o equilíbrio da previdência social.

Em que pese esta série de erros institucionais, Lobão destaca que a previdência faz parte de uma pasta, denominada seguridade social. Esta, por sua vez, não possui déficits e tem se consolidado como superavitária, garantindo, assim, a manutenção da previdência para os trabalhadores.

Por uma reforma democrática e justa
Embora o palestrante alerte para a falácia dos argumentos utilizados pelo governo para a reforma da previdência, Lobão considera razoável a ideia de construção de uma reforma. No entanto, uma reforma deve ser construída de forma justa, atingindo aqueles que realmente oneram o sistema. Não usurpando da classe trabalhadora o direito de aposentadoria, como propõe o governo.
Além das grandes empresas, que arrasam os cofres da previdência com dívidas bilionárias, existem algumas categorias efetivamente privilegiados pelo sistema atual. Como militares, políticos e magistrados que aposentam-se com um tempo de contribuição ínfimo, em relação aos demais trabalhadores, com a garantia de proventos altíssimos.

Nenhum servidor se aposentará
Um dos principais alertas do palestrante foi que o objetivo principal do governo é que, de fato, ninguém se aposente. Não apenas dificultando o acesso, mas tornando a aposentadoria cada vez menos atrativa. Com um cálculo que achata, algumas vezes em até 70%, o provento do servidor inativo, a aposentadoria deverá ser, cada vez mais, apenas um projeto inatingível para a grande maioria dos trabalhadores.

terça-feira, 4 de abril de 2017

31º CONSINASEFE: Delegados do Sinasefe-IFSul participam do 2º Encontro de Elaboração de Teses


Na tarde de sábado, 1º, os delegados do Sinasefe-IFSul para o 31º CONSINASEFE participaram do 2º Encontro de Elaboração de Teses da Seção. Esta é a primeira vez que a Seção IFSul vai para um Congresso Estatutário com plena participação dos delegados na elaboração de teses. Divididos em três grupos, os delegados elaboraram quatro teses, que irão contribuir para a discussão de atualização do estatuto nacional.
Neste ano, o Sinasefe-IFSul tem direito a 27 vagas de delegados para o CONSINASEFE. O grupo, formado por representantes dos diversos campus da base do Sindicato, segue um cronograma pré-congresso com quatro encontros preparatórios. Dois foram destinados à elaboração das teses da seção e dois para a leitura e discussão de todas as teses que serão votadas no Congresso.

Teor das teses:
Fruto de uma ampla discussão do grupo, os eixos centrais foram organizados em quatro propostas de tese, que irão representar os principais anseios e propostas da base do IFSul para o Sinasefe Nacional. Temas como: Representação das bases nas plenárias nacionais; Modelo de eleição do Sindicato Nacional; Política de repasse de verbas ao Sindicato Nacional e Democratização do acesso aos institutos norteiam as propostas elaboradas pelos delegados da seção. O objetivo do grupo de elaboração de teses é qualificar a participação dos delegados e transformar o CONSINASEFE em mais um momento de formação política e sindical para a base.

 



sexta-feira, 31 de março de 2017

#31deMarço Assembleia Geral aprova nova paralisação contra reforma da previdência


Em assembleia geral realizada na quarta-feira, 29, em Pelotas, a base do Sinasefe-IFSul aprovou a paralisação das atividades no instituto nesta sexta-feira, 31. O dia será de mobilização nas cidades onde o IFSul está presente e, também, em Porto Alegre. A mobilização, chamada por diversas frentes e entidades, tem o objetivo de denunciar as reformas em curso, defender os direitos e preparar a Greve Geral. 

A assembleia lotou a sede do Sindicato e fomentou um amplo debate sobre a necessidade de mobilização da categoria. Durante a análise de conjuntura, o coordenador de organização do Sinasefe-IFSul, Osni Rodrigues, destacou a necessidade de união da categoria e de compormos com outras entidades para a realização de grandes mobilizações. 

Já a coordenadora de ação, Maria Lúcia Monteiro, falou sobre a importância de instrumentalizar a categoria para os debates que estão por vir. Neste sentido, ela ressaltou a realização de uma série de seminários e palestras que o Sindicato tem promovido. Entre os dias 3 e 5 de abril, o coordenador do Sinasefe Nacional, David Lobão, comandará o Seminário “Reforma da Previdência: O que muda na vida do trabalhador”. Ainda nos meses de abril e maio, o Sindicato tem mais duas atividades confirmadas. 

Após a aprovação da paralisação e da agenda de mobilização para o dia 31, foram colocados para a apreciação da plenária os nomes dos delegados que irão representar o Sinasefe-IFSul no 31º CONSINASEFE. O Congresso será realizado nos dias 18, 19, 20 e 21 de maio de 2017, na cidade de Salvador-BA. O Sinasefe-IFSul poderá levar 27 delegados que, além de votar nas teses apresentadas, estão participando de um grupo de elaboração de teses da seção.

terça-feira, 28 de março de 2017

Ofício do MEC põe em risco plano de carreira dos técnico-administrativos

O servidores técnico-administrativos da Rede Federal de Educação foram surpreendidos por um ataque do Ministério da Educação (MEC): em ofício circular enviado neste mês de março aos dirigentes de gestão de pessoas das Instituições Federais de Ensino (IFE), é orientada a revogação dos descritivos de cargos propostos pelo Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE) e o retorno ao que se prevê no Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos (PUCRCE).

Um inexplicável e inaceitável retrocesso de 30 anos nos direitos dos servidores, que lutaram por quase duas décadas para conseguir o PCCTAE e que agora, por um ofício de uma secretaria do MEC, veem seus direitos ameaçados.
Confira abaixo a nota que os plantonistas da Direção Nacional (DN) do SINASEFE escreveram na manhã desta terça-feira (27/03).

Golpe contra os servidores técnico-administrativos em educação

É inadmissível esse ataque direto aos TAE, tendo em vista que estes servidores já têm o direito adquirido quando aderiram ao PCCTAE. Dessa forma, o atual governo afronta toda a categoria quando, por meio de um ofício, retorna os servidores aos cargos do PUCRCE sem qualquer diálogo ou justificativa.

O que ocorrerá com as atribuições dos cargos antigos, que não se adequam à nova realidade a qual os servidores estão inseridos, ou seja, estão defasados para figurar na era da tecnologia? E quanto aos cargos inexistentes no PUCRCE? E quanto às progressões, steps e desenvolvimento profissional?

Dessa forma, solicitamos ao MEC esclarecimentos e revogação de tal ato! Lembrem-se que o governo está agindo de forma ilícita e, ainda, descumpre acordos firmados quando não instalou o grupo de trabalho (GT) de racionalização dos cargos, que deveria corrigir as distorções entre cargos inexistentes ou obsoletos.

O SINASEFE já está em contato com a Fasubra para construir uma reunião com o COCEP/CGGP/SAA-MEC, com o intuito de esclarecer tal situação.
É de suma importância a mobilização das Comissões Internas de Supervisão (CIS), para análise do ofício circular nº 15/2017/COCEP/CGGP/SAA-MEC, lançado em 14 de março deste ano; e também da Comissão Nacional de Supervisão (CNS), para pedir esclarecimentos sobre este retrocesso sem uma mesa de diálogo e conhecimento do PCCTAE (Lei nº 11.091/2005).

Diante disso, informamos aos servidores que não mediremos esforços para barrar qualquer retrocesso contra os trabalhadores. Em tempo, conclamamos todos e todas a participar efetivamente da paralisação/mobilização do dia 31/03, momento em que poderemos demonstrar nossa unidade e resistência a qualquer retirada de direitos historicamente conquistados.

O SINASEFE e os servidores de sua base não se calarão diante de tal afronta e retrocesso! Não aceitaremos ser atingidos por mais um golpe!

Fora Temer!
Nenhum direito a menos!

segunda-feira, 27 de março de 2017

Centrais acertam mobilização nacional em 28 de abril: 'Parar o Brasil'

Sindicalistas querem realizar movimento ainda mais amplo do que o realizado no último dia 15. CUT já tem protestos marcados para a próxima sexta-feira (31).

As centrais sindicais definiram na tarde de hoje (27) o dia 28 de abril para um novo movimento nacional de protestos e paralisações contra as reformas do governo Temer, incluindo Previdência, legislação trabalhista e terceirização. "Vamos parar o Brasil" é o tema da mobilização, que ocorrerá às vésperas do 1º de Maio e pretende influenciar nas propostas em discussão no Congresso, algumas com votação prevista para o mês que vem. Na próxima sexta-feira (31), a CUT já prevê um dia de protesto, considerado uma preparação para o 28 de abril, quando as centrais esperam ampliar a manifestação do último dia 15.

O acordo ocorreu em reunião na sede da UGT, em São Paulo, com representantes de nove centrais (CGTB, CSB, CSP-Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, Nova Central e a anfitriã), além do Dieese, incluindo seu diretor técnico, Clemente Ganz Lúcio. Não houve acordo para o uso do termo "greve geral", como a maior parte dos dirigentes defendia. Mas a avaliação unânime foi de que a data nacional de paralisação, no dia 15, superou as expectativas e fez o governo repensar sua estratégia. Os sindicalistas consideram que o noticiário sobre negociação relativa a contribuições sindicais representou uma tentativa de "dividir" o movimento.

Em nota elaborada pelas centrais, as entidades "conclamam" sindicatos filiados a convocar suas bases a fim de paralisar atividades em 28 de abril, "como alerta ao governo" de que a sociedade e os trabalhadores não aceitam as propostas de reforma que o governo pretende impor ao país. Para os dirigentes, trata-se de "desmonte" da Previdência e de retirada de direitos garantidos pela CLT. Eles também criticam a aprovação do Projeto de Lei 4.302, de terceirização, na semana passada.

Enquanto trabalham para a mobilização de 28 de abril, algumas categorias já preparam manifestações contra as reformas. Trabalhadores do setor de transporte devem se reunir no dia 6, para discutir formas de participação. As manifestações de 15 de março tiveram a presença de motoristas urbanos e metroviários de São Paulo.

Na Câmara, as comissões especiais que analisam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de reforma da Previdência, e o PL 6.787, de reforma trabalhista, continuam se reunindo. Na semana passada, o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), estimou que o 6.787 deve ser votado em 30 ou 40 dias. As centrais tentam barrar as propostas do governo.

Fonte: Rede Brasil Atual

domingo, 26 de março de 2017

Delegados do Sinasefe-IFSul participam do primeiro encontro de elaboração de teses para o 31º CONSINASEFE


No último sábado, 25, os delegados do Sinasefe-IFSul para o 31º CONSINASEFE estiveram reunidos, na sede do Sindicato, para o primeiro encontro de elaboração de teses da seção. Dividida em grupos, a delegação está trabalhando na construção de cinco teses, que serão enviadas ao Congresso e que irão auxiliar no constante processo de evolução de nosso Sindicato Nacional.

A atividade teve início pela manhã, quando os delegados discutiram as propostas de tese, que foram sintetizada em quatro eixos centrais. Após, os delegados foram divididos em grupos de interesse para a efetiva elaboração dos textos. O Sinasefe-IFSul encaminhará teses relacionadas a política repasse das bases para o Sindicato Nacional; democratização do Sinasefe Nacional; políticas de acesso aos Institutos; e representação das bases nas plenárias nacionais.


Presença do Reitor eleito

Durante o almoço dos delegados, o reitor eleito do Instituto, Flávio Nunes, visitou a sede do Sinasefe-IFSul e fez sua primeira fala para a comunidade, após o fim do processo eleitoral. Flávio Nunes destacou que tentará, sempre que possível, estar junto do Sindicato, especialmente nas do Conselho de Base, quando é possível dialogar com representantes dos diversos campus. Segundo ele, a ideia é manter um canal aberto de diálogo e de proximidade.

Quando questionado sobre os desafios que sua gestão enfrentará, especialmente relacionados aos ataques do governo ao serviço público e à classe trabalhadora, pontuou: “Não vão ser tempos fáceis, mas eu tenho muita vontade para trabalhar e batalhar para vencermos os desafios que temos pela frente. Flávio encerrou sua fala defendendo seu projeto: “Eu quero ser reitor por um ideal, que é ajudar pessoas a transformar as suas vidas através da educação, como eu transformei a minha. Eu não quero o status de reitor, eu quero trabalhar pelo projeto que eu acredito”.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Sinasefe-IFSul retoma discussão sobre o RSC para aposentados

A direção do Sinasefe-IFSul, em reunião com representantes dos aposentados e a assessoria jurídica do Sindicato, retomou a discussão sobre os encaminhamentos das avaliações de RSC para aposentados do IFSul na CPPD. A iniciativa, que visa auxiliar os aposentados que buscam judicialmente o direito ao Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).

Segundo Rogério Guimarães, um dos responsáveis pelo lote de avaliação dos aposentados, mais da metade das bancas já foram fechadas. “No momento aguardamos as portarias dos avaliadores para dar início ao processo, o que deve ocorrer nos próximos dias”. Já o assessor jurídico do Sinasefe-IFSul, Henrique Giusti, explicou as possibilidades de ingresso por via judicial para os aposentados e o impacto das avaliações com relação aos processos individuais e coletivos. 

O Sinasefe-IFSul reafirmou todo o seu apoio à essa importante luta, que busca corrigir as injustiças do passado. Assim como o Sinasefe Nacional, erguemos a bandeira do RSC para todos, buscando sempre a garantia de igualdade de oportunidades para todos os seguimentos de nossa base. Neste sentido, trabalhamos na perspectiva, também, de uma investida política, visando agilizar o processo de concessão do RSC.

Dia 28/3 servidores do IFSul paralisam novamente contra a Reforma da Previdência



A assembleia geral do Sinasefe-IFSul, realizada na última sexta-feira, 19, aprovou um novo dia de Paralisação e Mobilização da base contra a Reforma da Previdência, 28 de março. O Dia de Luta, que visa acompanhar a votação da PEC 287 na Câmara, deverá mobilizar trabalhadores por todo o país. Além da paralisação das atividades, a base aprovou mobilização nos 14 campi do instituto e a participação dos servidores nas atividades de Porto Alegre, organizadas pela Frente Gaúcha em Favor da Educação. 

Durante os informes, os representantes de base dos campus, falaram sobre a escolha de delegados para o 31º CONSINASEFE. A coordenadora de ação do Sinasefe-IFSul, Maria Lúcia Monteiro, falou sobre as atividades que o sindicato tem organizado para ampliar o debate sobre as reformas da previdência e trabalhista. Ela destacou o sucesso do seminário realizado em março e anunciou que já está confirmada a vinda de outros palestrantes para abril e maio. Foi informada, ainda, a mudança da secretaria do Sindicato, que a partir de quarta-feira, 22, passa a funcionar na rua XV de Novembro, nº 256.

O coordenador de organização do Sindicato, Osni Rodrigues, fez a análise de conjuntura. Ele destacou a celeridade da tramitação da Reforma da Previdência, que avança sem resistência dos parlamentares e deverá passar na primeira votação na Câmara, marcada para o dia 28/3. Diante deste cenário, Osni convocou os servidores para a luta "precisamos achar um jeito de sensibilizar os nossos colegas para lutar com a gente, a única maneira de vencermos essa batalha é com união, massificando as mobilização de rua. É urgente mostrar para o governo que não vamos aceitar essa situação." Ele destacou, ainda, a crueldade do projeto, especialmente com as mulheres, que historicamente acumulam jornadas duplas de trabalho sendo, assim, ainda mais afetadas por essa reforma.

Entidades lançam consulta nacional sobre Reformas e Auditoria da Dívida

A proposta é identificar o posicionamento dos cidadãos, envolvendo a sociedade no debate público.

Mais de 60 entidades da sociedade civil organizada lançaram uma consulta nacional sobre a auditoria da dívida pública brasileira, as reformas trabalhista e da Previdência. A iniciativa tem o objetivo de traçar um diagnóstico da opinião da população a respeito das referidas medidas, que figuram atualmente com destaque no debate público.

De acordo com a coordenadora do movimento Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fatorelli, a campanha pretende ainda dar capilaridade às informações sobre as três pautas, para incentivar as pessoas a se interessarem pelos temas.

“O debate sobre a dívida pública, por exemplo, já vem sendo feito há anos nos sindicatos, centrais, movimentos sociais, mas a maioria do povo brasileiro não está vinculada a nenhuma entidade e fica refém das informações veiculadas na grande mídia, refém da mentira do déficit da Previdência, etc.”, afirma Fatorelli, que desde 2000 atua em defesa da auditoria da dívida. A medida está prevista na Constituição Federal de 1988, mas nunca foi efetivada.

Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, em 2016, os juros e amortizações da dívida pública consumiram 43,94% do orçamento da União. O número representa quase o dobro do segundo maior gasto do governo, que corresponde à Previdência Social, com 22,54% do montante. As áreas de saúde, educação, segurança pública e cultura, por exemplo, representaram fatias bem menos expressivas, com 3,9%; 3,7%; 0,33%; e 0,04% do total, respectivamente.

Fatorelli aponta que o orçamento estaria fundado numa inversão de prioridades e que os valores referentes à dívida não são traduzidos para a sociedade com transparência, ao mesmo tempo em que o governo se utiliza dos números para emplacar medidas de caráter austero. É o caso da emenda que instituiu, no final do ano passado, o limite dos gastos públicos e das atuais reformas trabalhista e da Previdência. Mais que isso, a auditora fiscal destaca que a maior parte da população segue historicamente à margem do debate.

“A dívida tem sido a justificativa pra todas as contrarreformas, incluindo as privatizações. Ela é uma das principais hastes que sustentam o modelo econômico que nos trouxe a este cenário atual de escassez. Por isso nós precisamos popularizar esse debate, porque o povo tem o direito de saber”, defende Fatorelli, salientando a importância da consulta.

Para o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), uma das entidades que promovem a campanha, a consulta se comunica com as tradicionais bandeiras dos diversos segmentos que lutam pela qualificação dos serviços públicos.

“Nossas mobilizações, nos últimos 30 anos, têm sido no sentido de lutar por uma sociedade mais justa, por educação pública gratuita e de qualidade, etc., e o cenário que está imposto vai contra tudo isso, principalmente a partir da aprovação da emenda do teto dos gastos. Então, há uma necessidade extrema de suscitar o debate sobre por que essas reformas estão acontecendo”, afirma a coordenadora-geral do Sinasefe, Cátia Farago.

Entre os demais movimentos populares e entidades que se somam à campanha, estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Conselho Federal de Economia (Cofecon), a Federação Nacional do Fisco (Fenafisco) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Votação

Os interessados em participar da consulta podem votar diretamente na página da campanha http://consultanacional2017.com.br/#gf_1 ou preencher as fichas que estão sendo distribuídas por entidades parceiras em todo o território nacional. Basta responder a quatro perguntas, preencher a cédula com dados pessoais – nome completo e CPF – e o voto já fica computado.

A campanha segue até 30 de junho, paralelamente à tramitação das reformas trabalhista e da Previdência no Congresso Nacional. Ao final, as entidades parceiras devem dar visibilidade ao resultado em atos públicos junto aos Poderes Legislativo e Executivo e aos veículos de comunicação, de forma a pressionar os atores políticos que se manifestam favoravelmente às reformas.

Até junho a campanha pretende também divulgar balanços parciais da consulta, para movimentar o debate público. “Todas as pessoas que tomarem conhecimento dessa campanha têm que se sentir responsáveis por isso. É uma convocação para a atuação cidadã”, finaliza Fatorelli.

Fonte: Brasil de Fato

sábado, 18 de março de 2017

15 de Março: trabalhadores de todo o Brasil pararam contra a Reforma da Previdência


​Em praticamente todas as capitais do País trabalhadores paralisaram suas atividades, bloquearam avenidas e fizeram atos em diversas regiões nesta quarta-feira, 15. O clima foi de indignação, com o apoio da população a essas lutas. O Dia Nacional de Paralisações contou com a adesão de categorias do setor de transporte, metalúrgicos, servidores públicos das três esferas, trabalhadores dos Correios e da alimentação, operários da construção civil, químicos, bancários, setor da educação no ensino médio em greve em diversos estados, portuários, petroleiros, assim como diversos movimentos sociais.

Este Dia Nacional de Paralisações e Mobilizações confirmou a insatisfação da classe trabalhadora brasileira com as reformas da Previdência e trabalhista que pretendem retirar direitos históricos e impedir o usufruto da aposentadoria pelos trabalhadores. Em São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), mais de 100 mil pessoas participaram. Em Belo Horizonte (MG) foram 60 mil, e, em Curitiba (PR), 50mil.


Mobilização em Pelotas

Trabalhadores e trabalhadoras de todo o país uniram forças para a construção da primeira Greve Geral de 2017. Com as palavras de  ordem “ou param as reformas ou paramos o Brasil”, os manifestantes cobraram o arquivamento imediato da PEC 287/16, que institui a Contrarreforma da Previdência. Além de rechaçar as Reformas do Ensino Médio e Trabalhista.

Em Pelotas, a Frente em Defesa do Serviço Público, das Conquistas Sociais e Trabalhistas, da qual faz parte o Sinasefe-IFSul, realizou atividades durante todo o dia. Conforme aprovado em Assembleia Geral, realizada no dia 22 de fevereiro, a base do Sinasefe-IFSul paralisou as atividades no instituto durante todo o dia para participar da mobilização. Durante a manhã e início da tarde, em uma tenda montada no centro da cidade, representantes de entidades sindicais e sociais conversaram com a população e distribuíram materiais explicando a contrarreforma.  No final da tarde, o ato unificado partiu do calçadão, percorrendo algumas das ruas centrais de Pelotas. Milhares de manifestantes gritaram contra a destruição da previdência, afirmando que não irão aceitar trabalhar até morrer. Diversos segmentos de trabalhadores, além da juventude, reuniram-se, dialogando também com a população para alertar sobre os riscos da PEC 287. Foi o maior ato dos últimos meses na cidade.