terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Toda solidariedade e liberdade imediata ao dirigente preso do MTST Guilherme Boulos. Lutar é direito, lutar não é crime!


O dirigente do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, foi preso nesta terça-feira (17), durante reintegração de posse de um terreno em São Mateus, bairro da periferia da zona leste de São Paulo.

Cerca de 700 famílias ocupavam a área e o dirigente do movimento estava acompanhando a reintegração e procurando mediar possíveis conflitos quando foi preso por desobediência e desacato.
 
O membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, manifestou sua solidariedade a Guilherme Boulos e reafirmou a posição da Central contra a criminalização dos que lutam. “A prisão deste militante é, desde o ponto de vista do direito às liberdades e de nossa luta contra a criminalização das lutas e dos movimentos sociais, uma ofensa inaceitável a todos de nossa classe, em especial aos que lutam pelo direito à moradia”, destacou.
 
A CSP-Conlutas entende que o direito à moradia não pode ser tratado como caso de polícia. O Estado que prende, humilha e mata o povo pobre e negro da periferia é o mesmo que nega o direito à moradia, à saúde, à educação, ao transporte e ao emprego.
 
“Somos solidários à luta de nossos companheiros do MTST e exigimos a imediata libertação do Guilherme. Vamos juntos enfrentar esse Estado de opressão, lutar em defesa dos nossos direitos, de nossa dignidade e nossa liberdade”, finalizou Atnágoras.
 
Lutar não é crime. Lutar é um direito.

Fonte: CSP Conlutas

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Sinasefe-IFSul participa do Fórum das Entidades Sindicais e Associações de Camaquã e Região


O Sinasefe-IFSul participou na última quinta-feira, 29, da criação do Fórum das Entidades Sindicais e Associações de Camaquã e Região. A reunião, realizada na Associação dos Aposentados e Pensionistas de Camaquã - AAPCAM, contou com a presença do Sindicato dos Bancários; Associação dos Aposentados de Camaquã; Sindicato dos Municipários (SIMUCA); Sindicato da Alimentação; 42º Núcleo do CPERS; SINTRAF Agricultores; Sinasefe-IFSul e Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
A próxima reunião do Fórum está marcada para o dia 3 de janeiro, às 17h, quando o grupo iniciará a organização de sua primeira atividade, um Seminário sobre a reforma da previdência e as consequências para a classe trabalhadora. A data provável para a realização do Seminário é 25 de janeiro, às 18h30.
Para o coordenador de Políticas Educacionais do Sinasefe-IFSul e Representante do Sindicato no Fórum, Leandro Barbosa, "a criação do Fórum demonstra a maturidade das entidades proponentes, diante deste momento tão adverso para o conjunto da classe trabalhadora, no qual somente a unificação da luta nos torna mais fortes para derrotar mais este ataque, que virá na "reforma da previdência" .

sábado, 17 de dezembro de 2016

Reforma da Previdência pode significar a morte da aposentadoria dos brasileiros


No dia 5 de dezembro de 2016 o governo Temer lançou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de número 287/2016 que, na íntegra, faz uma drástica e perniciosa Reforma na Previdência Social. Esta PEC trará grandes impactos negativos para todos os cidadãos brasileiros!

De maneira resumida, destacamos abaixo os mais graves aspectos desta reforma:


  • A idade mínima para aposentadoria será de 65 anos para homens e mulheres;
  • O tempo mínimo de contribuição passará de 15 para 25 anos;
  • Aqueles que estiverem com 50 anos ou mais (homens) e com 45 anos ou mais (mulheres) poderão se aposentar pelas regras atuais, mas terão que pagar um adicional de 50% sobre o tempo que falta para a aposentadoria;
  • A compulsoriedade passará para 75 anos de idade;
  • Sempre que verificado o incremento mínimo de um ano inteiro na média nacional única correspondente à expectativa de sobrevida da população brasileira aos 65 anos, para ambos os sexos, as idades de aposentadoria serão majoradas em números inteiros.

Está mais do que claro que o governo está trabalhando num ritmo frenético para implementar a retirada de direitos sociais dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que se recusa a, no mínimo, reunir-se com aqueles que representam a classe para debater sobre esses ataques.

Diante desta conjuntura gravíssima, reafirmamos que é chegada a hora de unificar todas as forças em prol das lutas das trabalhadoras e trabalhadores deste país, juntamente com estudantes e movimentos sociais, com o intuito de impedir que estas atrocidades, praticadas pelo governo Temer e seus aliados, continuem sendo empurradas goela a baixo da população.
Vamos à luta! Nenhum direito a menos!

Aprovada a PEC 55. A derrota de uma batalha não é o fim da guerra!


O dia 13 de dezembro está marcado como uma grande derrota para o conjunto dos trabalhadores brasileiros. Todo o Estado se voltou para atender os interesses de grandes empresas e aprovar a PEC da Morte.

Apesar do difícil momento que passamos, essa não é hora de esmorecer! Perceber que o governo utilizou amplamente o aparato ideológico, militar e fez diversos acordões - inclusive entre Executivo, Legislativo e Judiciário - mostra a disposição do Estado em atuar contra os trabalhadores e nossos direitos como saída da crise; mas mostra também o potencial das nossas lutas.

Esse foi somente um dos diversos enfrentamentos desse período. É preciso agora reunir forças para intensificar as lutas; realizar ações mais contundentes e radicalizadas com diferentes categorias de trabalhadores; e barrar a Reforma da Previdência (PEC 287/2016) e a Reforma Trabalhista; além de enfrentar o autoritarismo e truculência do Governo Temer.

Hoje (13/12) ainda é dia de manifestações, de mostrar nossa indignação contra a PEC que acabou de ser aprovada e contra os outros ataques que estamos sofrendo. A história da nossa luta é feita de avanços e derrotas, mas é marcada sobretudo pela persistência e resistência dos trabalhadores.

Como diz a canção, "Apesar de você, amanhã há de ser outro dia". Venceremos!

Fonte: Sinasefe Nacional

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Aprovação da PEC 55 é marcada por protestos em todo o país


A terça-feira, 13, foi marcada por grandes mobilizações pelo país contra a aprovação da PEC 55, também conhecida como PEC da Morte, que congela os investimento do estado por 20 anos. Surpreendidos por uma manobra do Senado para aceleração da votação, a maioria dos atos iniciaram após a aprovação da PEC por 53 votos a 16. 

Enterro simbólico em Pelotas
Com velas em mãos, os movimentos sociais e sindicais de Pelotas realizaram o enterro simbólico da educação, saúde e assistência social brasileira. Seus assassinos, os Senadores que votaram a favor da PEC 55 e sentenciaram o povo à miséria. A atividade, realizada no Largo do Mercado Público, foi organizada pela Frente em Defesa do Serviço Público, das Conquistas Sociais e Trabalhistas, que reúne entidades sociais e sindicais de Pelotas.
A avaliação da coordenadora de ação do Sinasefe-IFSul, Daiani Luche, é de que a mobilização foi vitoriosa em função do grande apoio popular recebido, mesmo com a derrota no Senado.

Repressão na Capital

Seguindo a recomendação da última plenária nacional, o Sinasefe-IFSul auxiliou na consolidação da mobilização na capital gaúcha, com o envio de um ônibus de servidores e estudantes. Mais uma vez, o cenário em Porto Alegre foi de guerrilha, com uma polícia repressiva seguindo ordens de acabar com toda e qualquer forma de resistência.
A mobilização em Porto Alegre teve início por volta das 13h, com um ato em frente ao Palácio Piratini. No local, representantes de movimentos sociais e sindicais de todo o estado fizeram uma análise de conjuntura e convidaram a população para se mobilizar contra a aprovação da PEC 55. Os manifestantes seguiram para a esquina democrática, onde ocorreu a concentração para a caminhada pela democracia, que percorreu a Júlio de Castilhos, o Túnel da Conceição, Sarmento Leite, João Pessoa, Venâncio Aires e início da Osvaldo Aranha, sem nenhum incidente. Por volta das 22h, a Brigada Militar dissolveu com bombas de gás, em plena Avenida Osvaldo Aranha, a manifestação que reunia, no momento, mais de quatro mil pessoas. As bombas atingiram inclusive a reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Assembleia Geral aprova encerramento do movimento de Greve dia 19/12



A assembleia geral do Sinasefe-IFSul desta quarta-feira, 14, aprovou por ampla maioria o término do movimento de Greve, a partir do dia 19 de dezembro, e início imediato de estado de Greve. Os servidores fizeram uma avaliação do movimento, marcado pela união entre estudantes, docentes e técnicos para a construção da mobilização, que teve como principal ganho a aproximação e a conscientização da população sobre os ataques do governo contra a sociedade brasileira.

Durante os informes, foi ressaltada a forte repressão policial enfrentada em todas as mobilizações, especialmente nos atos desta terça-feira, 13, nas capitais. O coordenador de políticas educacionais, Leandro Barbosa, ressaltou não vivemos tempos republicados, assim, é necessário repensar as atitudes e as formas de mobilização. Representantes do movimento #OcupaIFSul também ressaltaram o abuso policial sofrido e pediram que, mesmo com o fim da Greve, os servidores mantenham um estado de Greve para que se possa intensificar a mobilização contra os ataques que ainda estão por vir. 

A coordenadora de ação, Maria Lúcia Monteiro, falou sobre a reunião com o diretor do campus Pelotas, Rafael Leitzke, realizada na segunda-feira, 12. O tema principal do encontro foi a recomposição do calendário acadêmico. O diretor informou que pretende seguir o calendário já aprovado pelo Conselho Superior, até que seja realizada uma nova reunião em que se possa apresentar um calendário de reposição dos dias parados durante a Greve e Ocupação do campus.

Na análise de conjuntura, a mesa destacou os momentos difíceis enfrentados durante o movimento paredista deste ano, especialmente a intensa repressão aos movimentos sociais, que se intensifica após a queda do governo eleito. O coordenador de formação sindical do Sinasefe-IFSul, Vitor Dias, falou sobre a necessidade de resistência, especialmente nos momentos difíceis que estão por vir, “é preciso transformar o luto em luta”, finalizou.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Natal das Crianças Sinasefe-IFSul


Nesta sexta-feira, 16, o Sinasefe-IFSul realiza a Festa de Natal para as crianças dos Sinasefe-IFSul. O evento é voltado para os filhos e familiares de nossos sindicalizados de até doze anos. A festa será no salão Big Fest, localizado na rua Barão de Santa Tecla, nº 357, das 14h às 18h.
A festa terá brinquedos, distribuição de presentes e a presença do Papai Noel. Os sindicalizados devem confirmar a presença das crianças até quinta-feira, 15, às 18h, com a secretaria do Sindicato pelos telefones: (53) 3028-6077 ou (53) 3027-6100. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Assembleia Geral avalia movimento e organiza mobilização para 13/12

A sessão da assembleia Geral do Sinasefe-IFSul realiza nesta sexta-feira, 9, fez uma avaliação do movimento paredista, que completa 40 dias neste sábado, 10. Foram destacados os desafios enfrentados pelos servidores, como a forte repressão do estado, a articulação dos poderes - que têm atropelado a sociedade com projetos que precarizam o estado em detrimento de interesses políticos e financeiros - e a importância da resistência popular neste longo embate, que deve seguir em 2017.

Como encaminhamento, a plenária aprovou um indicativo de suspensão do movimento paredista a partir do dia 15 de dezembro, que será avaliado em uma nova assembleia, na próxima quarta-feira, 14. Questões como ameaças de corte de ponto, término da votação da PEC 55 e recesso do legislativo - que inviabiliza qualquer processo de negociação ou diálogo junto aos representantes políticos - motivaram a decisão. Mesmo com a suspensão, o Sindicato permanece em estado de Greve, o movimento poderá ser retomado a qualquer momento, de acordo com os desdobramentos da conjuntura.

A assembleia aprovou, ainda, a participação do Sinasefe-IFSul nos atos contra a PEC 55, que serão realizados em Pelotas e em Porto Alegre na próxima terça-feira, 13. As atividades de Pelotas serão definidas na segunda-feira, 12, em reunião das entidades locais. Para as atividades na capital, contra a PEC e contra o Pacotão de Maldades do governador José Ivo Sartori, o Sinasefe-IFSul mandará um ônibus com servidores e estudantes.

Na próxima quarta-feira, 14, uma nova assembleia irá avaliar as atividades do dia 13/12 e e deliberar sobre o indicativo de suspensão do movimento de Greve.





quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Informe sobre a Festa de Final de Ano do Sinasefe-IFSul


O Sinasefe-IFSul informa a seus sindicalizados que os ingressos para a Festa de Final de Ano do Sinasefe-IFSul podem ser retirados até sábado, 10/12/2016, na portaria do evento. No entanto, a confirmação da reserva deve ser feita até sexta-feira, 9, com a secretaria do Sindicato. O contato pode ser via telefone: (53) 3027 6100 e (53) 3028 6077 das 8h30 às 12h e das 14h às 18h. Lembrando que os convites podem ser retirados diretamente na secretaria do Sindicato - Rua Almirante Tamandaré 565 - até sexta-feira, 9.

A direção do Sinasefe-IFSul convoca seus filiados para Sessão da Assembleia Geral



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Comando de Greve e Sinasefe-IFSul promovem reunião com a comunidade acadêmica


Na terça-feira, 6, o Comando de Greve do IFSul e o Sinasefe-IFSul promoveram uma reunião com a comunidade acadêmica do campus Pelotas. A atividade reuniu servidores, pais e estudantes, no auditório do campus Pelotas, para dialogar sobre o movimento de Greve 2016, iniciado em 31 de outubro, as mobilizações da categoria e o movimento de ocupação.

A coordenadora de ação do Sinasefe-IFSul, Daiani Luche, iniciou com a apresentação do movimento sindical no Instituto, relembrando conquistas dos movimentos anteriores e apresentando a pauta da Greve 2016. A coordenadora salientou que o movimento deste ano é em defesa da educação e da sociedade como um todo “a pauta não é mais apenas dos servidores, estamos lutando pela educação pública, previdência social e contra os ataques à classe trabalhadora como um todo” reforçou.

Em seguida, o sindicalista e professor do campus Pelotas, Manoel Porto Júnior, falou sobre a MP 746, que trata da reforma do ensino médio. Manoel falou sobre o protagonismo do IFSul da educação nacional e a história do campus Pelotas como referência em educação de qualidade em Pelotas e na região. O Instituto, que historicamente se destaca em competições acadêmicas e em processos seletivos para ingresso no ensino superior, como o Enem, tem a sua qualidade ameaçada com esta reforma, que atropela a educação pública no país.

O coordenador de organização do Sinasefe-IFSul, Osni Rodrigues, conduziu a discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição 55, também conhecida como PEC da Morte. O projeto, que congela o orçamento da União por 20 anos, atinge diretamente as área de educação, saúde e assistência social. Caso aprovada, a proposta pode liquidar os campus ainda não consolidados do Instituto e sucatear os campus mais antigos, o que empurra a educação para um possível processo de privatização.

Osni comentou, ainda, o ataque mais recente do governo, apresentado na terça-feira, 6, pela manhã. A PEC 287, que trata da reforma da previdência social, é mais um terrível ataque aos trabalhadores que, com a sua aprovação, passam a ter que contribuir por 49 anos para ter direito a uma aposentadoria integral, tendo como limite o teto da previdência, hoje R$5.189,00. 

Ao final da reunião o único questionamento feito foi sobre a perspectiva de encerramento da greve, os servidores esclareceram que, de acordo com a deliberação da última assembleia geral, a categoria permanece no aguardo dos desdobramentos da votação da PEC 55, no Senado. No entanto, semanalmente são realizadas assembleias que avaliam o movimento paredista.

Solicitação Urgente

O Comando de Greve e a Direção do Sinasefe-IFSul vêm por meio deste solicitar imediato estabelecimento de canais de comunicação com a Direção do campus Pelotas para tratar sobre o movimento de Ocupação do Campus e sobre o movimento de Greve do IFSul. 

Atenciosamente
Sinasefe-IFSul

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Mobilização Virtual contra a PEC 55


Servidores resistem: Assembleia Geral aprova manutenção do movimento de Greve


A assembleia geral do Sinasefe-IFSul realizada nesta segunda-feira, 5, aprovou a manutenção do movimento de Greve e a intensificação das mobilizações contra a PEC 55 e a reforma da previdência, que começou a ser discutida nesta terça-feira, 7. Mesmo com a ameaça de corte do ponto, os servidores avaliaram que a melhor resposta para mais este ataque do governo, que viola diretamente o direito constitucional de Greve, é a resistência.
Na primeira parte da assembleia, foram apresentados informes sobre as atividades do movimento, o ato do dia 29 de novembro, a participação do Sinasefe-IFSul na caravana de Brasília, a Plena 146 e a reunião da direção do Sinasefe-IFSul com a Gestão do Instituto sobre as ameaças de corte de ponto dos servidores. Em relação ao ato do dia 29 de novembro, a coordenadora da ação do Sinasefe, Daiani Luche, avaliou que o momento foi de extrema importância para aproximar o movimento da comunidade. Muitas pessoas que passaram pelo mercado, ao perceber a vigília contra a PEC 55, se aproximaram e dialogaram com os manifestantes e manifestaram preocupação a apoio ao movimento.
Os servidores e estudantes que participaram da Caravana Nacional contra a PEC 55, em Brasília, apresentaram relatos bastante intensos sobre a violência enfrentada e a intolerância do governo com qualquer forma de resistência e de manifestação. Segundo uma servidora que participou da caravana, “a sensação é de silenciamento, estamos amordaçados por um governo que não permite aos trabalhadores que se manifestem e faz isso com o rigor de uma ditadura”.
A coordenadora de ação do Sinasefe-IFSul, Stela Pinheiro, apresentou, ainda, informes sobre a sua participação no Comando Nacional de Greve. Segundo a coordenadora, o movimento tem enfrentado muita repressão do governo e tem trabalhado no sentido de articular a união entre os trabalhadores e os sindicatos. Além disso, os o comando tem participado de diversas reuniões e tentativas de contato com as lideranças políticas de Brasília, com o objetivo de levar a posição dos trabalhadores para os legisladores e cobrar que estes atuem como representantes do povo e não do governo.

Movimento Ocupa IFSul
Representantes do movimento estudantil, que participaram da Caravana Nacional Contra a PEC 55, apresentaram seus informes sobre a repressão e a violência policial enfrentada na capital federal, que não poupou nem mesmo crianças e adolescentes que participavam das manifestações. Diante deste cenário de repressão e com a ameaça de corte de salário dos servidores, os estudantes informaram a plenária que, desde o último sábado, 3, o grupo reocupou o prédio do campus Pelotas. A ocupação é uma resposta à violência do governo contra o povo e uma manifestação de resistência da luta contra a PEC da Morte.

Reunião nesta terça-feira
Nesta terça-feira, 6, às 19h, será realizada uma reunião de esclarecimento com servidores, pais e alunos, no auditório do Campus Pelotas, na praça 20 de Setembro. O apelo é para que todas as partes participem, pois a reunião irá esclarecer dúvidas sobre o movimento de Greve e abrir um canal de diálogo entre servidores e comunidade acadêmica.

Posição da Reitoria do IFSul sobre o corte de ponto
O pró-reitor de Gestão de Pessoas, Nilo de Campos, salientou que a situação é delicada, mas que existe uma gama de dificuldades para fazer valer a determinação do Ministério do Planejamento. A folha de pagamento envolve mais de 1,9 mil profissionais ativos, distribuídos em 14 campi; quatro sob ocupação: o Campus Pelotas, Bagé, Charqueadas e Sapucaia do Sul. Com parte dos servidores sem possibilidade de desenvolver suas atividades - ainda que não quisessem aderir à greve -, inviável avaliar quem está efetivamente engajado ao movimento, até a sexta-feira, 9 de dezembro, quando se encerra a folha a ser paga no segundo dia útil de janeiro. “Poderíamos cometer erros”, justifica.

Encaminhamentos
Seguindo a recomendação da 146ª Plenária Nacional do Sinasefe, a Assembleia encaminhou a intensificação de mobilizações nas capitais, neste momento, com um foco bastante direto nos Senadores. Foi aprovada a realização de mobilizações virtuais, com o objetivo de dialogar diretamente com os Senadores através de seus canais de comunicação online. Neste quarta-feira, 7, o Sinasefe-IFSul convida a todos os servidores para levarem os seus notebooks para o campus Pelotas, onde será realizado um encontro para envio de e-mails aos Senadores, a atividade será realizada entre 16h e 18h. 
A assembleia Geral do Sinasefe-IFSul foi dada como suspensa, podendo ser reaberta a qualquer momento, em caso de alguma mudança significativa na conjuntura nacional. Caso não o cenário não demande, a assembleia continuará na próxima sexta-feira, 9 de dezembro.

domingo, 4 de dezembro de 2016

146ª PLENA avalia conjuntura e reafirma importância da mobilização


Avaliação coletiva da conjuntura nacional foi o destaque nos debates da 146ª PLENA na quarta-feira, 30. A atividade foi realizada no Hotel Nacional em Brasília-DF nos dias 30/11 e 1/12. Este foi o primeiro fórum da Greve 2016, a plenária teve a participação de 33 Seções Sindicais do SINASEFE, representadas por 52 delegados e 27 observadores.

Conjuntura
A mesa de conjuntura da Plenária Nacional teve a participação de integrantes do movimento estudantil, popular e sindical. Gustavo Serafim da Ocupação da UnB e Luiz Paulo da Fenet, representaram os estudantes. Victor Guimarães falou pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Pelas centrais sindicais, Antônio Carlos Victorio (Jacaré) representou a Intersindical e David Lobão a CSP-Conlutas. Julio Mangini fez a intervenção pelo Comando Nacional de Greve do SINASEFE (CNG). 
Gustavo problematizou o afastamento do movimento sindical das lutas de rua e necessidade de estratégias radicalizadas diante da votação da PEC nesta terça-feira (29/11). Luiz Paulo saudou a mobilização dos estudantes em toda a Rede Federal e a combatividade dos lutadores diante da repressão da PMDF. 
Para Victor Guimarães, do MTST, dois desafios estão colocados como urgentes: organizar os diversos setores da esquerda e fazer com que as pessoas que questionam Temer sintam-se representadas pelo movimento dos trabalhadores. “A esquerda não pode mais ficar fora do jogo, que hoje está dominado pela direita representada por Moro, Bolsonaro e companhia”, lembrou Victor.
O representante da Intersindical, conhecido como Jacaré, chamou atenção para os exemplos da barbárie do capital dos últimos meses e importância de “perder as ilusões no Estado e na democracia burguesa”. “Ainda estamos longe de ter forças para assustar os senadores e o estado como gostaríamos”, destacou o militante.
Lembrando os esforços da CSP-Conlutas para a construção da Greve Geral e pela derrubada da PEC55, David Lobão reafirmou a importância da unidade. “O cenário é difícil, mas não devemos entender a perda de uma batalha como a derrota de uma guerra”, afirmou Lobão.
Finalizando as apresentações da mesa, Julio Mangini, do CNG, afirmou que o movimento de construção da greve em 2016 se deu pelas pelas bases “A mobilização dos estudantes foi fundamental para alavancar o movimento paredista na Rede Federal”, lembrou Mangini.

Informe Jurídico
Os debates da quinta-feira, 01, iniciaram com o informe da Assessoria Jurídica Nacional do SINASEFE. O advogado Valmir Andrade explicou que a AJN está atenta aos possíveis cortes de ponto e entende que a negociação política com os gestores deve ser a prioridade, já que a greve é um movimento político. "Em casos específicos onde não exista possibilidade de negociação com gestores, a AJN vai disponibilizar mandato para entrada na justiça local, não prejudicando assim quem conseguir segurar o corte", explicou Valmir.

Calendário
A PLENA indicou a realização de atos nos estados na votação em segundo turno da PEC 55. Ainda assim, o SINASEFE vai participar da construção coletiva do enfrentamento à aprovação da proposta junto às outras entidades. Existe possibilidade da votação acontecer a partir do dia 07/12, com prazo de 13/12 de teto.

Reunião com entidades da educação
A repressão policial enfrentada pelos lutadores na manifestação de 29/11 foi pautada na reunião com as entidades que organizaram a marcha. Propostas de elaboração de uma carta dos movimentos e entidades envolvidos, a organização de uma plenária contra a repressão e conversa com o governador do DF foram discutidas inicialmente neste espaço. O SINASEFE participou da reunião com membros do CNG e da Direção Nacional.

Reunião com CONIF
Integrantes da DN que participaram da reunião com o CONIF nesta quinta (01/12) apresentaram breve informe na Plenária. Durante o encontro o SINASEFE tratou das ameaças de corte de ponto e o colegiado de reitores sinalizou apoio às reivindicações do movimento paredista. No entanto, foi colocada pelos dirigentes da Rede a possibilidade de emissão, por parte da AGU de um parecer de força executória. Este documento obrigaria os gestores a cortar o ponto, a partir daí foi colocada a impossibilidade de não cumprir a determinação. Em breve será publicado relato completo da reunião.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Dia Nacional de Luta tem vigília contra a PEC 55 em Pelotas


A sexta-feira, 29, foi marcada por manifestações, em todo o país, contra a aprovação da PEC 55 no Senado. Movimentos sociais e sindicais estiveram unidos, novamente, para protestar contra os ataques do governo de Michel Temer, que avançam com o apoio do legislativo. Em Pelotas, a Frente Pelotense em Defesa dos Serviços Públicos, das Conquistas Sociais e Trabalhistas organizou uma grande vigília para acompanhar ao primeiro turno de votação da PEC 55 no Senado. A atividade foi realizada no Largo do Mercado Público e contou com o apoio e presença da população pelotense. 

Antes do iniciou da transmissão da votação no senado, os manifestantes conversaram com a população e distribuíram materiais informativos sobre as consequências da aprovação da PEC. Com o avançar da tarde, a atenção se dividia entre a indignação com os políticos brasileiros e as notícias sobre os protestos em Brasília, onde os manifestantes novamente foram tratados com violenta e covarde repressão pela polícia. A senadora Ana Amelia Lemos, que votou a favor da PEC 55, mostrou-se incomodada com as manifestações e ignorou os relatos sobre a violência policial.

No início da noite, os servidores acenderam velas e formaram mensagens pedindo democracia e a não aprovação de projetos que atacam a população e os trabalhadores brasileiros.




Brasília: O Sinasefe-IFSul participou, também, da Caravana Nacional contra a PEC 55, realizada em Brasília. O Sindicato enviou um ônibus com estudantes e uma delegação de servidores, que participaram da intensa agenda de mobilização na capital federal. Os protestos ocorreram com bastante truculência e foram duramente reprimidos pela polícia. Muitas pessoas foram feridas pela polícia, embora o protesto fosse pacífico, consistindo apenas em uma caminhada com bandeiras e faixas. Nenhum membro da delegação do IFSul foi ferido.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Dia Nacional de Luta pelo Fim da Violência Contra a Mulher termina com ato no INSS



O Dia Nacional de Lutas, Greves, Paralisações e Protestos, convocado pelas centrais sindicais, lotou as ruas das principais cidades do país, nesta sexta-feira, 25. Em Pelotas, a mobilização teve como pauta central a luta das mulheres contra a retirada de direitos e o fim da violência contra a mulher. A atividade foi organizada pela Frente Pelotense em Defesa dos Serviços Públicos, das Conquistas Sociais e Trabalhistas.

A concentração para o ato iniciou às 8h, no Largo do Mercado Público de Pelotas. Por volta das 10h30, os manifestantes saíram em marcha com faixas, cartazes e entoando canções de luta. A caminhada foi encerrada no prédio do INSS, onde foi realizada uma breve ocupação do prédio, com o objetivo de dialogar com os trabalhadores e população que aguardava atendimento.

No interior do prédio, foram feitas algumas falas explicando os motivos da mobilização e esclarecendo que o objetivo do ato não era prejudicar o atendimento no local. Representantes do Movimento Estudantil e do Levante Popular da Juventude puxaram canções de luta em defesa dos direitos das mulheres e contra os ataques do governo. A ocupação durou poucos minutos, tendo que ser encerrada em função das ameaças da polícia, que bloqueou o acesso ao prédio.

Após a desocupação, os manifestantes mantiveram-se reunidos em frente ao prédio. Foram realizadas, então, falas das representantes dos movimentos sociais e sindicais que organizaram a atividade. A escolha do INSS para a realização do ato se deu em função dos ataques que estão sendo articulados contra a previdência social, que atingirão principalmente as mulheres.

Truculência Policial: Após a ocupação do prédio do INSS, policiais militares chegaram ao local e ordenaram o bloqueio das portas, sob a orientação de representante do local. Manifestantes e jornalistas foram impedidos de deixar o local e a polícia informou que só liberaria o acesso após o encerramento do ato. Após muita negociação, os manifestantes decidiram encerrar a ocupação, para que a polícia liberasse o funcionamento do prédio. Durante este período, até mesmo pessoas que tentavam entrar no prédio para atendimento foram barradas pela polícia. 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Assembleia Geral do Sinasefe-IFSul aprova mobilização em Pelotas e participação na Caravana Nacional de 29/11


A Assembleia Geral do Sinasefe-IFSul realizada nesta segunda-feira, 21, aprovou uma série de atividades que visam intensificar a mobilização da categoria, nesta reta final de luta contra a aprovação da PEC 55. Foi aprovada a participação do Sindicato no Dia Nacional de Greve, Paralisações e Mobilização, no próximo dia 25/11, em Pelotas. O Dia de Luta está sendo construído em parceria com entidades sindicais e movimentos sociais locais. Além disso, foi aprovado o envio de um ônibus do Sinasefe-IFSul para a Caravana Nacional Contra a PEC 55, que será realizada no dia 29/11, em Brasília.

A plenária realizou uma avaliação do movimento paredista, que completou 21 dias. No âmbito local, foram feitas avaliações as mobilizações promovidas pelo Comando de Greve em Pelotas e nas cidades que compõe a base do Sindicato. Foram discutidas, também, as estratégias de mobilização coletivas, que estão sendo construídas em parceria com entidades sindicais e organizações sociais locais. A avaliação foi de que ainda é necessário intensificar a mobilização da base, pois somente através de uma participação em peso dos sindicalizados, será possível dar visibilidade ao movimento e, consequentemente, torná-lo mais efetivo.

Em relação ao diálogo com a população, foi avaliado que este ainda é incipiente, mas que as camadas mais populares da sociedade têm sido as mais receptivas e interessadas em se apropriar do movimento e da conjuntura atual. Ou seja, a população  começa a perceber que as reformas do governo têm um único alvo, o trabalhador e todos aqueles que precisam de alguma forma do estado para garantir a sua subsistência. Seja através da saúde, educação ou assistência social.

Sobre o Movimento Nacional de Greve, foi bastante discutida a necessidade de união e organização das entidades nacionais. Além disso, foi considerado urgente o enfrentamento da situação no campo político, buscando, nesta reta final, reverter voto a voto dos senadores, pois somente assim será possível barrar o avanço da PEC 55. Foram discutidas propostas como: promover campanhas nas redes sociais, com o objetivo de chamar a atenção dos senadores para a rejeição da população à PEC e intensificar as mobilizações em Brasília, levando o máximo de pessoas.

Encaminhamentos: 
A Plenária aprovou a participação do Sinasefe-IFSul nas atividades do dia 25 de novembro em Pelotas, que está sendo organizado pelas entidades locais. A concentração para o Dia de Luta será às 8h, em frente ao Campus Pelotas. Os servidores do IFSul irão em caminhada até o largo do Mercado Público, onde participarão de uma caminhada contra a retirada de direitos, marcada para às 9h. 
Foi aprovado o nome do servidor Bruno Nascimento, do campus Jaguarão, como delegado de base para a 146º Plenária Nacional, que ocorrerá nos dias 30/11 e 1/12, em Brasília. Em função da necessidade de intensificar a mobilização, especialmente a participação em atos nacionais, foi aprovado pela assembleia uma chamada adicional de 1%, que será paga em fevereiro de 2017.

Caravana  #OcupaBrasília: 
Além disso, foi aprovado o envio de um ônibus do Sinasefe-IFSul para a Caravana Nacional #OcupaBrasília Contra a PEC 55, de 29 de novembro, mesma data da votação da proposta no Senado. Os sindicalizados interessado em participar da Caravana realizaram a inscrição junto a secretaria do Sindicato. O Sinasefe reforça que aqueles que confirmaram presença e não comparecerem deverão ressarcir o Sindicato.

Almoço dos Aposentados do Sinasefe-IFSu